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Os mitos e a moda do consumo de Soja

Alimentação, Saúde Infantil

SojaO tempo passa, os costumes vão mudando, mas tudo acaba girando em torno de praticidade.

E o tema alimentação infantil não fica fora.

As mães vão atrás de alimentos práticos e atraentes para os pimpolhos, o que muitas vezes, não significa a solução mais nutritiva ou segura, sob vários pontos de vista.

Assim foi com o hábito indiscriminado de ingestão de Yakult, depois de Yogurtes e agora as bebidas à base de soja.

O que acontece é que as crianças são vítimas dos modismos, e eu fico aqui, de mãos atadas, vendo o resultado na boca dos pequenos. Isso é o que eu vejo, ou seja, muita cárie pela ingestão indiscriminada de uma bebida cariogênica, mas e o que eu não estou vendo?

Por isso, segue alguns textos que retirei de artigos de dois profissionais especializados no assunto, vamos ver o que diz cada um deles sobre a onda de ingestão de soja.

Entrevista com a Dra Sonia Hirsh (Veja a versão completa em: http://correcotia.com/soja)

Mas afinal, por que você está revoltada com a soja?

Estou revoltada com o uso que estão fazendo dela. Porque o consumo liberal de soja é muito prejudicial à saúde, tanto em forma de comida e bebida quanto em fórmulas farmacêuticas para suplementação hormonal.

Prejudicial, como assim? A soja não é o tesouro da Ásia?

O cultivo da soja na Ásia é muito antigo, tanto que ela é um dos cinco grãos sagrados dos chineses, junto com arroz, trigo, cevada e painço; mas não para fins alimentares. Seu dom é agrícola. Por ser muito rica em proteínas, a soja, que é uma leguminosa como todos os feijões, é também muito rica em nitrogênio, elemento essencial para a fertilidade do solo. Plantar a soja entre as outras culturas e cortá-la quando as favas de feijão se formam, deixando-a apodrecer no solo, traz o maior benefício para a lavoura. Sem ela a terra se esgotaria. Como alimento, porém, ela tem inúmeros inconvenientes. Como todos os feijões, mas muito mais acentuados.

Os feijões são inconvenientes?

Hipócrates já dizia que os feijões são tão ricos em nutrientes que poderíamos viver só deles – se não fossem tão tóxicos. Por isso, recomendava comer os feijões em pequena quantidade e sempre acompanhados por algum cereal, para equilibrá-los. A uma pessoa doente, Hipócrates proibia os feijões. O dr. Barcellos, médico, em sua dieta contra o câncer e todas as alergias, proíbe os feijões todos. Inclusive o amendoim e os feijões verdes, como a vagem, a ervilha fresca, o petit-pois. Aponta como problema a qualidade extremamente ácida e tóxica das proteínas dos feijões. E realmente, se você pára de comer feijão as indisposições melhoram. Feijão é coisa para gente saudável!

Mas e a soja?

Então, a soja é o mais proteico de todos os feijões, por isso o mais tóxico. Hoje existem muitos estudos esclarecendo vários pontos. Um: a soja contém altos níveis de ácido fítico, ou fitatos, que reduzem a assimilação de cálcio, magnésio, cobre, ferro e zinco em adultos e crianças, prejudicando a saúde e o crescimento. E os métodos convencionais, como deixar de molho, germinar os grãos ou cozinhar longamente em fogo baixo, não neutralizam o ácido fítico da soja; somente a fermentação tem esse poder. Dois: a soja contém inibidores de tripsina que interferem na digestão das proteínas e podem causar distúrbios pancreáticos e retardo no crescimento. Três: desde 1953 é conhecido o impacto negativo das isoflavonas sobre a saúde humana. A esse respeito, você encontra uma lista de 150 estudos científicos que não podem ser ignorados em www.westonaprice.org/soy/dangersisoflavones.html#studies .

Mas as isoflavonas não são fitoestrógenos, bons para reposição hormonal?

Os fitoestrógenos da soja atrapalham as funções endócrinas, têm o potencial de causar infertilidade e de promover câncer de seio em mulheres adultas. São poderosos agentes inibidores da tiróide, causando hipotiroidismo e podendo provocar câncer de tiróide.

E agora mais informações  no seguinte artigo:

Artigo SOJA – A História Não É Bem Assim do Dr. Alexandre Feldman (Veja a versão completa em: http://pat.feldman.com.br/?p=5#more-5)

Sabe como se faz leite de soja?

Primeiro, deixa-se de molho os grãos em uma solução alcalina, de modo a tentar neutralizar ao máximo (mas não totalmente) os inibidores da tripsina. Depois, essa pasta passa por um aquecimento a mais de 100 graus, sob pressão. Esse processo neutraliza grande parte (mas não a totalidade) dos antinutrientes, mas em troca, danifica a estrutura das proteí­nas, tornando-as desnaturadas, de difícil digestão. (Wallace GM: Studies on the Processing and Properties of Soymilk. J Sci Fd Agric volume 22, páginas 526-535). Além disso, os fitatos remanescentes são suficientes para impedir a absorção de nutrientes essenciais.

A propósito, aquela tal solução alcalina onde a soja fica de molho é à base de n-hexano, nada mais que um solvente derivado do petróleo, cujos traços ainda podem ser encontrados no produto final, que vai para a sua mesa, e que pode gerar o aparecimento de outras substâncias cancerí­genas. Este n-hexano reduz, também, a concentração de um aminoácido importante, a cistina. (Berk Z: Technology of production of edible flours and protein products from soybeans. FAO Agricultural Services Bulletin 97, Organização de Agricultura e Alimentos das Nações Unidas, página 85, 1992). Felizmente, a cistina se encontra abundante na carne, ovos e iogurte integral – alimentos estes normalmente evitados pelos consumidores de leite de soja.

Mas como? A soja não é saudável? Não é isso que dizem os médicos e nutricionistas?

Infelizmente, a culpa não é deles, e sim do jogo de desinformação que interessa à toda a indústria alimentí­cia. A alimentação, assim como a saúde, é um grande negócio. Dois terços de todos os alimentos processados industrialmente, contém algum derivado da soja em sua composição. É só conferir os rótulos. A lecitina de soja atua como emulsificante. A farinha de soja aumenta a “vida de prateleira” de uma série de produtos. O óleo de soja é usado amplamente pela indústria de alimentos. A indústria da soja é enorme e poderosa.

E como se fabrica a proteí­na de soja?

Em primeiro lugar, retira-se da soja moí­da o seu óleo e o seu carboidrato, através de solventes quí­micos e alta temperatura. Em seguida, mistura-se uma solução alcalina para separar as fibras. Logo após, submete-se a um processo de precipitação e separação utilizando um banho ácido. Por último, vem um processo de neutralização através de uma solução alcalina. Segue-se uma secagem a altas temperaturas e à redução do produto a um pó. Este produto, altamente manipulado, possui seu valor nutricional totalmente comprometido. As vitaminas se vão, mas os inibidores da tripsina permanecem, firmes e fortes! (Rackis JJ et al: The USDA trypsin inhibitor study. I. Background, objectives and procedural details. Qual Plant Foods Hum Nutr, volume 35, pág. 232).

Não existe nenhuma lei no mundo que obrigue os alimentos à base de soja a exibirem, nos rótulos, a quantidade de inibidores da tripsina. Também não existe nenhuma lei padronizando as quantidades máximas deste produto. Que conveniente!

O povo… coitado… só foi “treinado” para ficar de olho na quantidade de coleterol – esta sim, presente em todos os rótulos. Uma substância natural e vital para o crescimento, desenvolvimento e bom funcionamento do cérebro e do organismo como um todo.

O povo nunca ouviu falar nos antinutrientes e inibidores da tripsina dos alimentos de soja.

A proteí­na texturizada de soja (proteí­na texturizada vegetal, carne de soja) possui um agravante: a adição de glutamato monossódico, no intuito de neutralizar o sabor de grão e criar um sabor de carne.

Alguns pesquisadores acreditam que o grande aumento das taxas de câncer de pâncreas e fí­gado, na África, se deve à introdução de produtos de soja naquela região. (Katz SH: Food and Biocultural Evolution: A Model for the Investigation of Modern Nutritional Problems. Nutritional Anthropology, Alan R. Liss Inc., 1987 pág. 50).

A minha dica: Quando consumir soja, utilize apenas os derivados altamente fermentados, como o missô e o shoyu. Mesmo assim, muita atenção para os rótulos. Compre apenas se neles estiver escrito “Fermentação Natural”, e se NÃO contiverem produtos como glutamato monossódico e outros ingredientes artificiais. Quando consumir tofu, certifique-se de lavá-lo com água corrente, pois grande quantidade dos antinutrientes ficam no seu soro.


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Alimentação ao nosso estilo

Alimentação, Bem Estar

Alimentação ao nosso estiloQuando falo de alimentação, falo sobre estilo de vida, sobre tendência. E coerência.
Saibam o que tem sido dito e pensado sobre o assunto, nesse artigo interessante abaixo:

O que os alimentos podem fazer por você
Segundo a Antroposofia, os seres humanos se dividem em quatro tipos principais, de acordo com o temperamento predominante que apresentam. O médico Samyr Rhame, consultor da Weleda no Brasil, explica que, dependendo do perfil de cada pessoa, certos alimentos podem fazer muito bem ou muito mal
Por Thays Prado
Planeta Sustentável
É fácil perceber que os seres humanos não são todos iguais. Ainda que duas pessoas pertençam à mesma família, trabalhem no mesmo lugar e tenham rotinas parecidas, a maneira como cada uma lida com o cotidiano e com as intempéries que surgem no meio do percurso pode ser completamente diferente.
Para a Antroposofia ciência criada pelo filósofo austríaco, Rudolf Steiner, e pela médica holandesa, Ita Wegman, no começo do século 20 , isso se deve ao fato de existirem quatro temperamentos básicos que influenciam a personalidade e os comportamentos dos seres humanos. Todos nós apresentamos um pouco de cada um deles, mas sempre existe um que predomina sobre os demais e se sobressai quando observarmos o modo como levamos a vida.
TEMPERAMENTOS
A classificação feita pela Antroposofia está baseada nos quatro elementos da natureza – terra, ar, água e fogo que se correspondem, respectivamente, aos quatro temperamentos melancólico, sanguíneo, fleumático e colérico.
Samyr Rhame, médico e consultor dos Laboratórios Weleda no Brasil, explica que não há nada de errado com nenhum deles. O grande segredo é saber equilibrar os pontos fracos e aproveitar o que cada um possui de melhor!
O próprio criador da Antroposofia comenta, no livro Temperamentos e alimentação, que quanto mais evoluímos na vida, menos os temperamentos se colocam como entraves em nossa vida. Steiner diz que: no grau de mestre espiritual (…) o temperamento não o influencia ou domina mais. Mas ele se utilizará do temperamento para a atividade no mundo físico: o temperamento colérico, ele o assume para atuar no âmbito supra-sensível, e deixa os acontecimentos e ocorrências do mundo físico transcorrer tal como age um sanguíneo; mantém-se no gozo da vida como um fleumático, e medita sobre seus conhecimentos espirituais como um melancólico.
Nesse caminho que se confunde com a própria evolução do indivíduo os alimentos podem ser de grande ajuda.
Melancólicos
Assim como a terra, os melancólicos tendem a ser densos e um pouco rígidos. Ligados ao corpo físico normalmente mais pesado e ao passado, apresentam um comportamento introspectivo e tem grande capacidade de raciocínio. Sabem captar o conteúdo do mundo e elaborá-lo, mas costumam pensar demais e conter as emoções. Facilmente identificados como tímidos e chatos, têm mania de reclamar de tudo. Para eles, as coisas realmente parecem mais difíceis do que para os outros temperamentos e seu grande desafio é sair desse ciclo de reclamações, se libertar dessa sensação de aprisionamento interno e expandir.
Os açúcares fazem muito bem aos melancólicos, que precisam mesmo adoçar a vida. Mas a sacarose o açúcar branco não é uma boa opção, pois rouba fósforo e cálcio do organismo, geralmente dos dentes, para ser absorvido. O ideal é apostar nas frutas, que são alimentos que crescem perto do sol. Além disso, a frutose presente nas frutas frescas e secas vai direto para a circulação sanguínea e é rapidamente metabolizada. Para os idosos, o mel também é bastante indicado.
Flores e sementes como a castanha-do-pará, a castanha portuguesa e a avelã são ótimas para trazer vitalidade e disposição a esses seres meio sisudos. O amendoim deve ser evitado, pois se não for bem armazenado, libera toxinas que prejudicam o fígado. Raízes, que estimulam o pensar, e carnes, que ajudam a, literalmente, se sentir encarnado, não combinam com melancólicos por mais que eles gostem delas! pois já estão presos o suficiente à terra e à matéria.
Sanguíneos
Os indivíduos de temperamento sanguíneo são rápidos, agitados, criativos e sedutores. Identificados com o elemento ar e o corpo astral, são mais volúveis e têm dificuldades de terminar o que começam. Por causa da lábia que possuem, atraem muitas pessoas para perto de si, mas não se prendem muito a elas. Eles também adoram contar, nos mínimos detalhes, tudo o que fizeram durante o dia.
Ao contrário dos melancólicos, precisam das raízes, de legumes que crescem sob a terra e de um pouco de carne para se centrarem e ficarem com os pés no chão. Para as crianças sanguíneas se aquietarem na hora das refeições, vale preparar saladas bem coloridas e estimulá-la a experimentar cada cor.
Se pudéssemos comparar os seres sanguíneos com alguma planta, seria aos cogumelos que não crescem de forma organizada, mas simplesmente explodem por isso, devem ser expressamente evitados por esse temperamento. A pimenta também não é uma boa pedida por ser muito excitante.
Coléricos
Líderes natos, ligados ao eu e semelhantes ao fogo, se impõem pela vontade e podem ser tachados de briguentos e autoritários. Têm uma postura militarista, mas um desejo de crescimento contínuo. Adoram desafios, se sentem capazes de resolver qualquer situação e têm energia de guerreiros.
Com um ótimo sistema digestivo, podem comer o que quiserem. Ainda assim, as pimentas e outros alimentos quentes ou excitantes e os doces devem ser evitados, pois os coléricos já são naturalmente elétricos. Chás e líquidos durante o dia podem ajudá-los a desacelerar um pouco.
Fleumáticos
Mais reservadas, essas pessoas possuem o temperamento mais zen entre os quatro, têm o predomínio do corpo etéreo e são as mais preparadas para a meditação. Costumam estar sempre de bem com a vida, mas, muitas vezes, são vistas como acomodadas, já que têm a mania de deixar para lá as coisas que dão muito trabalho. São super organizadas e metódicas.
Opostos aos coléricos, os fleumáticos precisam de alimentos quentes como o chocolate, a pimenta e o óleo de dendê para acelerarem seu metabolismo. É importante evitar legumes que nascem abaixo do solo, porque essas pessoas já são apegadas demais. Os farináceos também não são indicados.
Provavelmente, ao ler as características principais de cada temperamento, você já tenha encaixado sua família, seus amigos, colegas de trabalho e parceiros amorosos em algum deles. Isso pode ser muito saudável se as pessoas usam tais informações para entender melhor como o outro funciona e aprender a respeitar suas dificuldades, sem julgamentos. Só tome cuidado para não sair por aí rotulando todo mundo, afinal, por mais que haja influências da natureza e da espiritualidade, cada um de nós é único, diverso e possui dentro si um verdadeiro infinito particular.

3 ideias para colher saúde

Nunca as pessoas se preocuparam tanto em comer direito – e não apenas para perder ou manter o peso. Agora os ventos sopram a favor da busca por uma comida natural, que reforce a imunidade e ainda ajude a salvar o planeta. Afinal, se vamos viver mais, como prevê a ciência, que a nossa longa jornada seja melhor e saborosa

Thais Cavalheiro e Ulrica d’Orey*
Revista Claudia – 08/2010

Há uma revolução silenciosa em curso. Ela diz respeito ao que colocamos no prato e mexe com nossas crenças a respeito de alimentação. Também nos obriga a refletir sobre como o que comemos tem potencial para garantir um futuro saudável – ou complicações na certa. CLAUDIA entrevistou os especialistas mais antenados em nutrição e, amparada em teses consistentes – não, nada da dieta da moda ou da novíssima pesquisa sobre as propriedades milagrosas do ovo, para ficar só num exemplo -, identificou as três principais tendências que, nos próximos anos, devem se espalhar como uma imensa ola pelo planeta. Prepare-se para ser surpreendida e para repensar o que pensa sobre comer bem. Lembrando: uma coisa é saber que precisamos fazer ajustes; outra é desejar mudar o que é preciso; e outra, bem mais complexa, é pôr a mudança em prática. A gente sabe disso, mas não dá para ficar indiferente ao que vem por aí.

1. FAÇA VOCÊ MESMA

Que tal você preparar na hora o alimento que vai comer e só usar ingredientes frescos? Não, não é conversa de avó para preservar as receitas da família: é o mantra que vem sendo repetido por alguns dos mais modernos especialistas em nutrição do mundo. “Coma comida de verdade”, prega o jornalista americano Michael Pollan, autor dos best-sellers Em Defesa da Comida – Um Manifesto e Regras da Comida – Um Manual da Sabedoria Alimentar (ambos Ed. Intrínseca). Para ele, o importante é retomar o velho hábito de adquirir carnes, peixes, ovos e leite diretamente do produtor, como faziam nossos antepassados. Tudo preparado à moda antiga, com simplicidade, acompanhado de verduras, cereais integrais e frutas in natura. Em entrevista a CLAUDIA, a escritora e ex-fazendeira Nina Planck, considerada uma guru de nutrição nos Estados Unidos, defende a causa e, com a autoridade de quem pôs em prática os ditames que agora apregoa, recomenda que os alimentos de origem animal sejam consumidos sempre que possível crus. “O importante é que venham de produtores confiáveis para garantir uma refeição nutritiva, capaz de fortalecer o corpo e ajudar a manter o peso”, diz. Dessa maneira, vamos comer direito sem espantar o prazer. “Quem tem uma dieta equilibrada e natural pode até cometer pequenos deslizes”, diz Pollan. Ceder ao açúcar, à gordura e ao sal de vez em quando não é pecado. E, já que a natureza nos deu o gosto por alimentos doces, vamos adotar o hábito de saborear o açúcar natural de frutas e até de algumas hortaliças, como a erva-doce. Esses alimentos, assim como o mel, também fornecem energia, além de minerais e vitaminas que não existem em nenhum outro produto. “As gorduras encontradas no reino vegetal, prontas para consumo, são benéficas. Aposte em castanhas, nozes e avelãs, além de sementes como linhaça e quinua”, diz o médico e especialista em nutracêutica Alberto Peribanez Gonzalez, de São Paulo. O sal, outro nutriente mal-afamado, é indispensável pois equilibra os líquidos no corpo. Com a responsabilidade de não exceder a dose diária de 5 gramas.” Moderação é a chave: engordamos quando nos faltam esses micronutrientes. O organismo sente a privação e nos incita a comer mais e mais.

Para os pesquisadores, o importante é evitar sempre que possível os produtos industrializados. “Eles não passam de substâncias comestíveis que imitam comida de verdade e não beneficiam a saúde”, afirma Pollan. Segundo ele, a indústria alimentícia surgiu para aumentar a durabilidade dos produtos e usa substâncias químicas como conservantes, estabilizantes, corantes e espessantes. “O argumento de que a quantidade desses aditivos é mínima e está abaixo do teor considerado tóxico não é válido. Ao final de cada dia, você terá ingerido uma carga de substâncias artificiais que ultrapassa o aceitável”, acredita. Mas Pollan e sua turma não pregam a proibição total do consumo de alimentos industrializados, até porque não seria nada prático. “Mas defendo que se fuja dos alimentos processados a ponto de se transformarem em algo bem distante do natural”, diz ele.

Palavra de CLAUDIA: Resgate o prazer de comer, de descobrir os sabores reais, de preparar a refeição e reforçar a convivência familiar em volta da mesa. Vá à feira sempre que puder e escolha alimentos frescos no supermercado. Se não for possível cozinhar todos os dias, aproveite o fim de semana ou determine uma das refeições do dia para comer bem – reforçar o café da manhã com pão integral, geleias caseiras, sucos de frutas espremidas na hora. Encare o desafio de comer menos e ficar em paz com a balança. Pesquisas apontam uma relação entre restrição calórica e aumento da expectativa de vida. Os cientistas vão além: apenas 35% da longevidade se deve à herança genética. Mais determinantes do que os genes para prolongar a vida são os bons hábitos.

2. ECOLÓGICA À MESA

Pensou em comida orgânica? Acertou. Mas não basta que seja orgânica. Em prol do futuro do planeta, ela tem que ser cultivada de acordo com os preceitos da sustentabilidade. Talvez você não tenha parado para pensar que sua decisão sobre o que colocar no prato tem implicações econômicas, éticas e ambientais. O que está em jogo é toda a cadeia alimentar – do solo ao ser humano. Se a terra estiver doente, o capim que nela cresce e o gado que se alimenta dele também adoecerão. Idem para nós, que bebemos o leite produzido pelas vacas. Ou seja, a saúde do meio ambiente afeta a nossa saúde. “Herbicidas, inseticidas, fungicidas e bactericidas matam os micro-organismos que atingem as plantações, mas também são responsáveis pela contaminação dos alimentos, pelo envenenamento de rios e pela redução de 40% da área cultivada em todo o globo”, conta em entrevista exclusiva a CLAUDIA a geneticista americana Pamela Ronald. Ela é coautora do livro Tomorrow’s Table (A mesa de amanhã), ainda não publicado no Brasil, mas que está fazendo grande barulho nos Estados Unidos. Nele, propõe o casamento da engenharia genética com a agricultura orgânica para produzir comida natural de boa qualidade e livrar o meio ambiente da degradação. No Brasil, embora liberados, os transgênicos são vistos com certa desconfiança por se tratar de uma tecnologia nova. Mas, segundo a geneticista, a junção entre eles e a agricultura orgânica, que ainda não aconteceu por aqui, poderá garantir a nossa saúde e a do planeta. No quesito toxicidade, a situação brasileira é preocupante. Para ter uma ideia, das 3 130 amostras de 20 alimentos coletadas pela Anvisa no ano passado, 29% apresentaram irregularidades, como resíduos de agrotóxicos acima do permitido e ingredientes ativos não autorizados. Alguns já são proibidos em várias partes do mundo, como o monocrotofós e o tricloform. Pimentão, uva, pepino, morango, couve, mamão, tomate, arroz e até feijão figuram entre os mais contaminados. Além do perigo que representam para a saúde, as plantas cultivadas com agrotóxicos são nutricionalmente inferiores. Crescem mais depressa, suas raízes são menores e não assimilam todos os minerais do solo. Diferente das plantações orgânicas, que vêm de solos tratados por adubos naturais ricos em benefícios.

O mercado de orgânicos cresce muito e faz parte do que é considerado moderno e saudável – o plantio consciente e “natural”. Além disso, o consumo de alimentos funcionais também está aumentando. Para que possam ser comercializados com esse rótulo, é preciso comprovar, por meio de estudos clínicos e laboratoriais, que os produtos possuem a quantidade necessária de fitoquímicos, substâncias que são verdadeiros escudos contra diversas doenças, da osteoporose ao câncer. A preocupação com o que se come é tanta que uma pesquisa realizada em todo o território nacional pelo Departamento de Agronegócio da Fiesp mostrou que 80% da população aceitaria pagar mais por alimentos produzidos com práticas sustentáveis. Só que isso não basta. O médico Alberto Gonzalez enfatiza a importância de comprar dos produtores locais: “A maior parte das hortaliças, frutas e castanhas que consumimos vem transportada de grandes distâncias, por caminhões ou avião. Quanto mais tempo essas frutas e verduras ficam longe do solo, maior é a perda de seu valor nutricional e o risco de estragar”.

Palavra de CLAUDIA: Deixe-se levar por essa onda saudável e previna doenças com alimentos certificados. Vale investir seu rico dinheirinho em sua saúde e na da família: é economia de remédios no futuro. Consuma alimentos crus, cujos nutrientes são mais bem preservados, e sementes germinadas – trigo, centeio, soja e linhaça -, que são antibacterianas e desintoxicantes. Descubra o prazer de cultivar em casa temperos, ervas terapêuticas, verduras e legumes. Uma horta caseira garante alimentação saudável, sem agrotóxicos, além de reforçar o respeito à natureza.

3. QUASE VEGETARIANA

Flexitarianismo: o neologismo é autoexplicativo e define a corrente adotada pelos que fazem dos vegetais a base da sua dieta, mas, flexíveis, consomem carnes de forma esporádica e com moderação. “Nunca, porém, como prato principal”, ressalta o especialista Michael Pollan. Muitos estudos comprovam que os vegetarianos são menos suscetíveis à maioria das doenças. No entanto, até hoje a ciência não conseguiu provar cabalmente quais tipos de alimentos ricos em gordura animal provocam moléstias cardíacas, como tanto se propaga. Pelo contrário, uma análise de 21 estudos realizados ao longo de 23 anos, divulgada em fevereiro, não encontrou relação direta entre o consumo de gordura saturada e o maior risco de infarto e derrame.

Diminuir as porções de carne e ingeri-las com menos frequência é a proposta que deve atrair mais adeptos nos próximos anos. Tudo também para incentivar a preservação ambiental e ampliar a consciência ecológica. No livro Magra & Poderosa (Ed. Intrínseca), que ficou semanas em primeiro lugar na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times, nos Estados Unidos, as autoras Rory Freedman e Kim Barnouin listam as condições precárias em que são confinados os animais antes de serem abatidos: “Já não há amplas pradarias ou pastos verdes brilhantes. Vacas, galinhas e porcos são amontoados e vivem em situação estressante. Essa é a qualidade da carne que nós consumimos.” Vegetariano radical, Jeffrey Moussaieff Masson, autor do livro The Face on Your Plate – The Truth about Food (O rosto no seu prato – a verdade sobre a comida), ainda não publicado no Brasil, lembra que a pecuária utiliza 70% de toda a terra cultivável e 30% de toda a superfície terrestre. “São consumidos quase 50 mil litros de água para produzir menos de meio quilo de carne vermelha, dez vezes mais do que o necessário para se obter meio quilo de proteína vegetal”, protesta. “A manutenção de rebanhos polui mais a água de rios e lagos do que todos os dejetos industriais juntos.” Isso sem falar no gás metano, oriundo da flatulência dos bois, que está entre os principais causadores do efeito estufa.

Palavra de CLAUDIA: Risque do cardápio espécies de peixe pescadas em época imprópria e que, por isso, correm risco de extinção. Adquira carne orgânica (a embalagem traz a informação), que vem de bois alimentados em pastos cultivados sem pesticidas, e consuma com moderação para ajudar a evitar alterações climáticas e preservar o planeta. Ensine as crianças a escolher o que comer e cobre educação nutricional na escola. Quanto mais cedo alimentarmos as novas gerações com informações sobre nutrição saudável, maior a garantia de que elas saberão cuidar de si mesmas e do planeta.

GÔNDOLAS MAIS CONFIÁVEIS

Com tantas informações, estamos nos tornando mais exigentes, preocupados com o modo como são produzidos os alimentos industrializados e com a qualidade real dos nutrientes que eles oferecem. Os fabricantes, claro, estão empenhados em agradar a esse novo consumidor. Assim como em outros países, o Brasil já oferece alimentos certificados ou selos que indicam que na composição houve diminuição nos teores de sal, açúcar e gorduras saturadas – a famigerada trans foi praticamente banida de tudo o que sai da indústria. A adequação dos produtos segue os índices de nutrientes estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com dados do Índice Diário de Referência (IDR) de ingestão. E, para ter certeza de que os fabricantes de fato cumprem os valores determinados para que seus produtos possam estampar o selo, laboratórios independentes realizam laudos técnicos regularmente. Mas não basta informar a quantidade de calorias, o tipo de vitaminas e minerais e o valor nutricional. Para facilitar o entendimento, é importante que os rótulos esclareçam se o produto segue os critérios da agricultura orgânica ou se contém elementos alérgenos na fórmula. Essas são algumas das recomendações do livro Innovations in Food Labelling (Inovações em rotulagem de alimentos), com versão somente em língua inglesa, lançado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

*Colaborador: Bruna Bittencourt
Fonte: Planeta Sustentável
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A Ecologia Feminina

Massagem Thai, Mulheres

anabelle

Desde o ano passado estou trabalhando para firmar uma ponte Brasil – Portugal no sentido de contribuir para o movimento de Humanização da Saúde, incluindo as técnicas orientais e a Ecologia do Feminino.

Em fevereiro deste ano tive a oportunidade de participar em Portugal do II Congresso Internacional de Humanização do Nascimento.
Esta foi uma viagem bem inspiradora em muitos sentidos! Durante o Congresso e minha estadia por lá, muito foi discutido em torno do que e como fazer, para atingir o sistema hospitalar e a população.

No meu caso, o que foi mais marcante, foram as reflexões em torno de como mudar as atitudes internas individuais e fazer isso reverberar, muito além das palavras.

O termo Ecologia Feminina tem despertado muito interesse,  e diz respeito a conectar-se com a natureza de tudo. Para que possamos ver e viver humanização, sustentabilidade e consumo consciente, a abordagem geral foi  partir de um movimento interno para impulsionar o externo, e assim podermos compreender e passar todos os meses por diversas fases, compreendendo o nascimento, o crescimento e a morte de tudo que é vivo.

Uma pergunta é como  adotar em nosso cotidiano posturas e práticas que possam unificar Espiritualidade, Valores Humanos, Saúde, Educação e Beleza, com simples atos como meditar, cuidar da saúde de maneira preventiva, manter bons hábitos alimentares, praticar a cortesia, consumir com moderação, viver com respeito.

Soluções simples para uma vida que privilegia  qualidade com consciência, pode incluir atividades que harmonizem nossa ecologia interna, como caminhar mais observando a beleza oculta de nossa cidade, praticar atividades físicas prazerosas, aderir a práticas terapêuticas bem embasadas, desenvolver-se artisticamente, envolver-se em ações educativas, sócio-ambientais e usufruir do movimento cultural que os grandes centros urbanos oferecem.

Para as mulheres,  como é vital compreender os ciclos naturais, como  elementos fortalecedores que equilibram intimamente!  Vivenciar sem qualquer  preconceito a natureza da mulher, permitindo ver as questões do feminino, da maternidade e da aceitação prazerosa da feminilidade com tranqüilidade.

Ecologia Feminina tem a ver com a observação de nosso período menstrual, por exemplo, e com a adoção de  métodos contraceptivos naturais que respeitem o bom funcionamento geral do organismo.

Relaciona-se com a importância de nos voltarmos para nossos sonhos e para a ativação de nossa intuição e criatividade. Diz respeito a retornarmos à nossa própria casa, a reconhecermos amorosamente nosso corpo e o planeta como nosso verdadeiro lar.

E a Auto sustentabilidade é um bom começo para as grandes mudanças!

Marjorie Sá – Terapeuta Corporal
www.divinasmaes.com.br

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