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Continuo afirmando: não se muda de vida se não mudarmos o livro de receitas!!!

Alimentação, Bem Estar

Prato FundoE a vida pode ser tão mais interessante, bonita e apetitosa com alguns cuidados simples e dicas de bons especialistas.

Temos acompanhado o blog do jovem Vitor Hugo, de Londrina (PR), sempre com sugestões simples e criativas.

Fizemos, então, uma coletânea para animar os/as indecisas ou descrentes.  Mais um toque antes de mergulhar nesses prazeres.

Esses dias me encontrei com uma amiga que não via há algum tempo, por causa de minhas viagens nos últimos 45 dias. Fiquei muito surpresa com sua aparência, num domingo pela manhã. Sabe aquele domingão, que você costuma encontrar o pessoal meio com cara de resquício de festa do sábado à noite?

Pois perguntei o que andava fazendo, se tinha ido a um dermatologista, se estava usando ácidos na pele… Tinha emagrecido, cheia de classe, parecia mais disposta e a pele mais luminosa e “justinha” no rosto e pescoço. Adivinhem o que me disse?  Riu feliz da vida: “Só estou seguindo as dicas de alimentos orgânicos e integrais que conversamos!! Vou à feira da Água Branca a cada 15 dias e preparo minha comida!!”

Não se animou? Vou continuar tentando!! Desfrute das sugestões do Vitor Hugo, e não deixe de passar pelo blog ou twitter dele, pois sempre tem coisa legal. Bom proveito!

Como se faz: Iogurte na Garrafa Térmica

Cremosa Abóbora

Descasque Alho em 10 Segundos

Muffin de Banana e Chocolate

Como se faz: Esterilizar Vidros Para Conserva

Ginger Biscuit (Biscoito de Gengibre)

Vegetais Assados (Roasting)

Como se faz: Caldo de Legumes

Risotto de Cogumelos Chanterelle

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Primavera

Bem Estar

PrimaveraUsamos no ambiente de trabalho os óleos essenciais da By Samia , e digo que é muito comentado o “clima” que eles acabam produzindo por aqui.

Só que dá para utilizarmos os aromatizadores de ambiente em várias situações, gerando uma vida muito mais gostosa.

Na clínica e em casa, utilizo os aromatizadores de parede, onde diluímos os óleos essenciais em água. Quanto às combinações, leia esse artigo, e brinque um pouco!!

Alguns óleos essenciais são de extração mais difícil, com necessidade de muita matéria prima, por exemplo. Mas tenho certeza de que há alguma combinação deliciosa e acessível te esperado!!

Só peço que me escreva contando os resultados!!! Adoro boas notícias!!

Primavera: estação é ideal para usufruir benefícios de óleos essenciais extraídos de flores
Sâmia Maluf, da By Samia Aromaterapia, diz que são diversas as flores das quais se extraem óleos sensuais, calmantes, nutritivos e úteis para tratar até alterações hormonais
A primavera está chegando e com ela a oportunidade de utilizar, das mais variadas maneiras, os óleos essenciais extraídos de flores. São muitos os óleos derivados dessas plantas e a aromaterapeuta e aromatóloga Sâmia Maluf – fundadora e diretora da By Samia Aromaterapia – indica os principais, suas funcionalidades e maneiras de usar.
Jasmim
Conhecido como o “rei das flores”, por seu aroma sensual e profundo, é ideal para ser utilizado em noites românticas, principalmente na preparação de um ambiente aconchegante e sensual. Sâmia recomenda uma sinergia excelente para aromatização ambiental ou para uma deliciosa massagem a dois: 2 colheres de sopa de Óleo Vegetal de Germe de Trigo; 4 gotas de Óleo Essencial de Jasmim; e 3 gotas de Óleo de Limão Tahiti.
Néroli
Já foi considerada a flor das “moças casadouras”. É excelente para a pele facial e em tratamentos para pele sensível. A melhor indicação para o óleo essencial é seu uso puro como um sérum: aplique 4 gotas diluídas em uma colher de sopa de óleo vegetal de gérmen de trigo – uma na testa, uma em cada lado do rosto e uma no queixo – e massageie com movimentos circulares leves, para nutrir a pele do rosto. No banho, produz uma sensação extremamente relaxante, bastando aplicar 10 gotas na água da banheira.
Ylang Ylang
Considerada a “flor das flores”, contém aroma sensual e, por isso, é muito usada nas festas de noivado e para enfeitar a cama dos cônjuges. Para uma massagem relaxante a dois, em suaves movimentos circulares, seu óleo transmite uma gostosa sensação após o banho, com o corpo ainda levemente molhado. Em 2 colheres de Óleo Vegetal de Germe de Trigo (excelente para mulheres, por conter muita vitamina E), acrescente 6 gotas de Óleo Essencial de Ylang Ylang.
Gerânio
A flor fornece um óleo essencial indicado especialmente para a mulher. Por ser um fitormônio, auxilia sintomas de TPM, perimenopausa e menopausa, atuando na aceitação da feminilidade. É perfeito para massagens pós-banho e das mãos, por suas características hidratantes. Para um delicioso banho de banheira, misture 2 colheres de Óleo Vegetal de Germe de Trigo a 8 gotas de Óleo Essencial de Gerânio.
Rosa
Essa flor tão decantada pelos poetas e pela paixão foi bastante utilizada em vários perfumes e loções em determinadas épocas. Não à toa é denominada “Rainha das Flores”, por sua referência direta à feminilidade, à maternidade e até à aceitação da passagem da menopausa com naturalidade. Algumas gotas no banho de banheira potencializam a ação do Óleo Essencial de Rosa como fitormônio e fazem dele um excelente tratamento para pele envelhecida, que carece de nutrição pela escassez do estrogênio que diminui a quantidade de água na pele facial e corporal.
Cistus labdanum
Trata-se de uma linda flor branca de aspecto rude e aroma forte. Seu óleo é excelente para tratamentos faciais de peles maduras e que precisem de tonificação. Proporciona um perfume pessoal para mulheres que sabem quem são e o que querem. É ideal para aromatizar ambientes, bastando misturar, em um plug: 5 gotas de Óleo Essencial de Cistus Labdanum e 5 gotas de Óleo Essencial de Petit Grain.
Camomila romana
A flor tem aroma de natureza e seu óleo não costuma ser usado na perfumaria. “Eu, pessoalmente, o adoro, pois me lembra uma mordida de maçã verde”, observa Sâmia, que indica seu uso para banhos e massagens ou na aromatização de ambientes após um dia exaustivo. Coloque, em um plug: 5 gotas de Óleo Essencial de Camomila Romana; 5 gotas de Óleo Essencial de Lavanda; e 5 gotas de Óleo Essencial de Petit Grain.
Lavanda
Seu óleo essencial é indispensável em casa, na bolsa ou no trabalho. Tem múltiplas funções, entre elas o combate à insônia e ações calmante, antidepressiva, respiratória, rejuvenescedora e hidratante. Por ser suave, pode ser aplicado sem diluição sobre queimaduras, cicatrizes e picadas de insetos. Possui efeito balanceador, baixando a pressão arterial e aliviando problemas menstruais, náuseas, cólicas e vômitos, principalmente se usado puro na aromatização.
Onde encontrar
Os produtos citados podem ser adquiridos pelo telefone (11) 3872-9011, ou pelo site da By Samia Aromaterapia, onde também é possível encontrar o representante de sua região.
Aromatizador Plug By Samia Aromaterapia – R$ 35,00
Óleo Essencial de Camomila Romana By Samia Aromaterapia (10 ml) – R$ 278,90
Óleo Essencial de Cistus Labdanum By Samia Aromaterapia (5 ml) – R$ 419,10
Óleo Essencial de Gerânio By Samia Aromaterapia (10 ml) – R$ 49,20
Óleo Essencial de Jasmim By Samia Aromaterapia (10 ml) – R$ 678,20
Óleo Essencial de Lavanda By Samia Aromaterapia (10 ml) – R$ 30,30
Óleo Essencial de Limão Tahiti By Samia Aromaterapia (10 ml) – R$ 16,10
Óleo Essencial de Néroli By Samia Aromaterapia (5 ml) – R$ 1.140,80
Óleo Essencial de Petit Grain By Samia Aromaterapia (10 ml) – R$ 24,50
Óleo Essencial de Rosa By Samia Aromaterapia (5 ml) – R$ 941,30
Óleo Essencial de Ylang Ylang By Samia Aromaterapia (10 ml) – R$ 57,00
Óleo Vegetal de Germe de Trigo By Samia Aromaterapia (30 ml) – R$ 26,60
Sobre Sâmia Maluf e By Samia Aromaterapia
Sâmia Maluf é formada em psicologia, com especialização em adicções, depressão e síndrome do pânico. Passou portreinamento e educação continuada em adictos, para entender como atuam as drogas, quais medicações devem ser utilizadas em cada caso e como elas interagem no Sistema Nervoso Central.
Possui formação em Aromaterapia e em Aromacologia (ciência que estuda o aroma – dos óleos essenciais às essências sintéticas – no comportamento humano como meio de evocar memórias e sensações), trabalhando com o atendimento de pacientes e como consultora na área para empresas e spas em todo o Brasil.
A By Samia Aromaterapia é uma empresa voltada para os conceitos da Aromaterapia e Aromacologia, buscando mais qualidade de vida para as pessoas por meio da utilização de óleos essenciais.

Primavera: estação é ideal para usufruir benefícios de óleos essenciais extraídos de flores

Sâmia Maluf, da By Samia Aromaterapia, diz que são diversas as flores das quais se extraem óleos sensuais, calmantes, nutritivos e úteis para tratar até alterações hormonais

A primavera está chegando e com ela a oportunidade de utilizar, das mais variadas maneiras, os óleos essenciais extraídos de flores. São muitos os óleos derivados dessas plantas e a aromaterapeuta e aromatóloga Sâmia Maluf – fundadora e diretora da By Samia Aromaterapia – indica os principais, suas funcionalidades e maneiras de usar.

Jasmim

Conhecido como o “rei das flores”, por seu aroma sensual e profundo, é ideal para ser utilizado em noites românticas, principalmente na preparação de um ambiente aconchegante e sensual. Sâmia recomenda uma sinergia excelente para aromatização ambiental ou para uma deliciosa massagem a dois: 2 colheres de sopa de Óleo Vegetal de Germe de Trigo; 4 gotas de Óleo Essencial de Jasmim; e 3 gotas de Óleo de Limão Tahiti.

Néroli

Já foi considerada a flor das “moças casadouras”. É excelente para a pele facial e em tratamentos para pele sensível. A melhor indicação para o óleo essencial é seu uso puro como um sérum: aplique 4 gotas diluídas em uma colher de sopa de óleo vegetal de gérmen de trigo – uma na testa, uma em cada lado do rosto e uma no queixo – e massageie com movimentos circulares leves, para nutrir a pele do rosto. No banho, produz uma sensação extremamente relaxante, bastando aplicar 10 gotas na água da banheira.

Ylang Ylang

Considerada a “flor das flores”, contém aroma sensual e, por isso, é muito usada nas festas de noivado e para enfeitar a cama dos cônjuges. Para uma massagem relaxante a dois, em suaves movimentos circulares, seu óleo transmite uma gostosa sensação após o banho, com o corpo ainda levemente molhado. Em 2 colheres de Óleo Vegetal de Germe de Trigo (excelente para mulheres, por conter muita vitamina E), acrescente 6 gotas de Óleo Essencial de Ylang Ylang.

Gerânio

A flor fornece um óleo essencial indicado especialmente para a mulher. Por ser um fitormônio, auxilia sintomas de TPM, perimenopausa e menopausa, atuando na aceitação da feminilidade. É perfeito para massagens pós-banho e das mãos, por suas características hidratantes. Para um delicioso banho de banheira, misture 2 colheres de Óleo Vegetal de Germe de Trigo a 8 gotas de Óleo Essencial de Gerânio.

Rosa

Essa flor tão decantada pelos poetas e pela paixão foi bastante utilizada em vários perfumes e loções em determinadas épocas. Não à toa é denominada “Rainha das Flores”, por sua referência direta à feminilidade, à maternidade e até à aceitação da passagem da menopausa com naturalidade. Algumas gotas no banho de banheira potencializam a ação do Óleo Essencial de Rosa como fitormônio e fazem dele um excelente tratamento para pele envelhecida, que carece de nutrição pela escassez do estrogênio que diminui a quantidade de água na pele facial e corporal.

Cistus labdanum

Trata-se de uma linda flor branca de aspecto rude e aroma forte. Seu óleo é excelente para tratamentos faciais de peles maduras e que precisem de tonificação. Proporciona um perfume pessoal para mulheres que sabem quem são e o que querem. É ideal para aromatizar ambientes, bastando misturar, em um plug: 5 gotas de Óleo Essencial de Cistus Labdanum e 5 gotas de Óleo Essencial de Petit Grain.

Camomila romana

A flor tem aroma de natureza e seu óleo não costuma ser usado na perfumaria. “Eu, pessoalmente, o adoro, pois me lembra uma mordida de maçã verde”, observa Sâmia, que indica seu uso para banhos e massagens ou na aromatização de ambientes após um dia exaustivo. Coloque, em um plug: 5 gotas de Óleo Essencial de Camomila Romana; 5 gotas de Óleo Essencial de Lavanda; e 5 gotas de Óleo Essencial de Petit Grain.

Lavanda

Seu óleo essencial é indispensável em casa, na bolsa ou no trabalho. Tem múltiplas funções, entre elas o combate à insônia e ações calmante, antidepressiva, respiratória, rejuvenescedora e hidratante. Por ser suave, pode ser aplicado sem diluição sobre queimaduras, cicatrizes e picadas de insetos. Possui efeito balanceador, baixando a pressão arterial e aliviando problemas menstruais, náuseas, cólicas e vômitos, principalmente se usado puro na aromatização.

Onde encontrar

Os produtos citados podem ser adquiridos pelo telefone (11) 3872-9011, ou pelo site da By Samia Aromaterapia, onde também é possível encontrar o representante de sua região.

Sobre Sâmia Maluf e By Samia Aromaterapia

Sâmia Maluf é formada em psicologia, com especialização em adicções, depressão e síndrome do pânico. Passou portreinamento e educação continuada em adictos, para entender como atuam as drogas, quais medicações devem ser utilizadas em cada caso e como elas interagem no Sistema Nervoso Central.

Possui formação em Aromaterapia e em Aromacologia (ciência que estuda o aroma – dos óleos essenciais às essências sintéticas – no comportamento humano como meio de evocar memórias e sensações), trabalhando com o atendimento de pacientes e como consultora na área para empresas e spas em todo o Brasil.

A By Samia Aromaterapia é uma empresa voltada para os conceitos da Aromaterapia e Aromacologia, buscando mais qualidade de vida para as pessoas por meio da utilização de óleos essenciais.

Fonte: By Samia

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A beleza que está em moda

Bem Estar, Reflexão

cloonei

Antever tendências sempre me instiga!!

Há anos observo a maneira como as pessoas envelhecem. Uma observação interessante.

(veja que poderosa essa mulher: http://noticias.uol.com.br/bbc/2011/06/30/americana-assume-grisalhos-e-tem-carreira-de-modelo-aos-60-sem-botox-ou-plastica.jhtm

Algumas pessoas com o tempo, adquirem uma postura altiva, um ar de tranquilidade, segurança, que acaba conferindo uma certa classe, um modo atraente de se portar e estar no mundo. A gente olha, e não percebe de onde vem aquela satisfação em olhar e conversar com essas figuras. Alegria e jovialidade?  Contagiantes!

Outras, acabam por aprimorarem-se nas críticas, no pessimismo, na inveja, destilam um  amargor constante e arrastam-se pela vida. Dessas, todos querem distância. Nada de sabedoria, nada de bom humor. Só doenças. E rugas. Muitas rugas.

É claro que para algumas pessoas, a vida pode ter sido cruel. Ou cruel a maneira como encararam e lidaram com tudo o que aconteceu com elas.

Um bom livro ilustra bem isso. Já leu “Em busca do sentido” de Viktor Frankl? Pois ele foi sobrevivente de quatro campos de concentração, e saiu contribuindo com o mundo, enriquecendo nossas vidas com as observações que fez,  enquanto muita gente só pensava em morrer. Ele superou a lógica da situação. Conseguiu enxergar além daquela experiência de quase morte, e observar o que poderia ser tirado só de situações extremas como as que viveu.

casalPortanto, chego a algumas conclusões.

A maneira como conseguimos lidar com os acontecimentos ao longo da vida, determina nossa saúde e aparência na velhice.

E a forte tendência é olharmos cada vez mais para isso, porque quando se exagera até o final de um lado, só nos resta o outro lado. Acontece que a maioria das pessoas está estarrecida  com anos de botox e procedimentos cirúrgicos ou não, mais ou menos invasivos,  que acabaram por deixar uma legião de fisionomias diabólicas e corpos recortados por cicatrizes. Corpos sem alma.

Não sou contra a cirurgia plástica ou procedimentos que estimulem o fortalecimento do organismo e as correções ou retardamento de tendências, com parcimônia e inteligência. Só que mais do que isso, sou a favor da busca pela felicidade.

Isso sim transparece. Isso atrai, faz bem a todos, inclusive aos que nos cercam.

Por isso também é que eu gosto da Antroposofia.

Ela trata muito bem do fígado, um órgão tão sobrecarregado. E assim, nossas posturas mudam,  nosso humor e  pele melhoram!! Passamos a dormir  sono reparador. Medos, fobias, fantasmas?  Sepultados.

Beleza é o reflexo da saúde.  E isso será cada vez mais valorizado.

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Uma medicina voltada para mim!!??

Alimentação, Bem Estar

Sempre cabe um pouquinho mais sobre Antroposofia: para quem não conhece e para quem já  teve bons resultados e  ficou surpreso, curioso. Todos querem saber mais.
Também vale para aqueles que nos procuram por e-mail, pedindo ajuda “para essa ou aquela doença” ou quem no consultório diz:
“Dra., por favor, um remedinho para ele, que começou a ranger os dentes!” ou
“Dra., não tem aí um remedinho para dar um jeito no meu marido?” ou até mesmo,
“Dra., dá um remedinho para ela gostar de mim, vai !? “
Então, para vocês todos, boa leitura!Medicina Antroposófica

Na Medicina Antroposófica não se trata a doença, mas sim o doente

Agência Estado, 25/11/10
Esta é uma cópia fiel de artigo publicado em VEJA Acervo Digital; ver o original
São Paulo, 25 (AE) – Uma gastrite não tem tratamento fechado quando se trata da medicina antroposófica. “Se atendo duas pessoas, uma pode simplesmente ter comido algo que fez mal, mas na outra a doença pode estar relacionada a problemas emocionais. Em uma consulta tradicional elas seriam tratadas da mesma forma”, exemplifica o clínico geral antroposófico Nilo Gardim. Para descobrir tantas particularidades sobre a doença de um paciente, o profissional usa um tempo ampliado de consulta: cerca de uma hora e meia, o suficiente para investigar, além de sinais clínicos, vivências emocionais e espirituais.
Foi em busca de um atendimento mais personalizado para os filhos que o advogado André Gabriel Hatoun Filho, de 39 anos, e a professora Beatriz Tamassia Minozzi, de 34 anos, chegaram à medicina antroposófica. O ponto de partida foi a adenoide do caçula Fábio, de 6 anos. “Queria algo interativo, que respeitasse mais o ser humano, sem a ideia de uma demanda cultural voltada somente para o mundo econômico”, conta Hatoun, que também é pai da menina Naia, de 11 anos.
A linha antroposófica é conhecida no Brasil principalmente por causa da pedagogia Waldorf, seu braço escolar. Agora, também o aspecto médico ganha força no País. Neste ano, a coordenação Nacional de Práticas Integrativas do Ministério da Saúde está cadastrando os pesquisadores brasileiros que atuam com a medicina antroposófica, reconhecida como prática médica desde 1993. Além disso, a Universidade Federal de São Paulo já tem um departamento específico para tratar do assunto: o Núcleo de Medicina Antroposófica (Numa).
Segundo o médico Ricardo Ghelman, um dos coordenadores do Numa, a clínica antroposófica pode ser definida como uma medicina complementar e integrativa de origem humanista. “Trabalhamos o conceito de que o ser humano tem o corpo, a psique e a individualidade. Na medicina tradicional, a individualidade fica para trás”, explica o especialista. “Uma forma integrada que una o humanismo e tecnologia é uma das metas dos profissionais brasileiros. Em países como a Alemanha há grandes hospitais antroposóficos, do tamanho de um Albert Einstein. Esse formato ainda é um sonho no Brasil, mas as pesquisas e o interesse têm aumentado”.
Segundo Ghelman, há antroposóficos em quase todas as especialidades médicas: ginecologia, reumatologia, cardiologia, pneumologia, psiquiatria e oncologia são algumas delas. A Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA), por exemplo, já expediu certificados para cerca de 300 médicos.
“Acreditamos que as doenças partem da nossa visão de mundo e de como está sendo concebida a organização do universo interno”, avalia Elaine Marasca, presidente da ABMA (*). “A gente não trata a doença, mas sim o doente. A doença é entendida como um desvio da condição humana que pode estar em desarmonia”, completa.
Medicamentos especiais – A proposta de uma compreensão do indivíduo de maneira ampla é sustentada por três áreas diferentes: a da individualidade (que consiste na terapia biográfica com a finalidade de promover autoconsciência); a da psique (tratada por psicólogos e também por arteterapeutas) e a área somática (na qual atuam especialistas de várias áreas, tais como nutrição, farmácia, enfermagem).
Os medicamentos são produzidos em farmácias antroposóficas e são obtidos na natureza, a partir de sustâncias minerais, vegetais ou animais. Antibióticos ou outras categorias de medicamentos sintéticos são usados apenas em situações emergenciais, quando o organismo do paciente não dispõe de forças ou de tempo suficiente para promover uma relação de equilíbrio.
O QUE É – Surgida na Europa, a medicina antroposófica foi formulada com base na imagem do homem trazida pela antroposofia (ou ciência espiritual) do filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925). Trata-se de uma linha de pensamento que tem como objetivo promover o autoconhecimento humano integrado com a natureza.
Outras áreas, como a pedagogia Waldorf, a agricultura biodinâmica, a pedagogia curativa e até a economia foram inspiradas pelo conceito formulado por Steiner. A palavra significa conhecimento (sofia) do homem (antro). O desenvolvimento integral do homem é estimulado considerando sua alimentação, moradia e relacionamentos, além da formação intelectual e espiritual.
No campo da medicina, a linha antroposófica não se coloca como ciência alternativa – mas, sim, complementar. Para Steiner, o homem tem quatro corpos, que devem estar em harmonia: o físico, material, e outros três, invisíveis – o corpo vital, astral e o corpo espiritual.
BOM RESULTADO – A consultora Fátima Justo Cortella, de 57 anos, iniciou o tratamento de uma artrose, em 2004, pelos métodos tradicionais – e foi da medicina alopática para a homeopatia sem, porém, conseguir resolver seu problema.
Insatisfeita com os resultados, chegou ao tratamento antroposófico por indicação de uma amiga e foi em uma das consultas que descobriu que tinha câncer de mama. “Fui me tratando e me interessando pela proposta. Comecei a pesquisar sobre a filosofia. Vale como um tratamento contínuo. Você começa a aprender mais sobre você mesmo e não somente a tratar de uma doença”, conta.
Com um tratamento composto por vários profissionais, como oncologistas e clínicos gerais, Fátima encontrou, no acompanhamento antroposófico, uma forma de não se entregar à doença e não interromper as atividades que fazia antes de descobrir o tumor. “Comecei a compreender a doença como um estágio da minha vida e aprendi que o câncer está relacionado ao emocional. Ou você muda e começa a melhorar o que está ruim ou seu físico vai continuar chorando”.
Para o médico antroposófico Nilo Gardin, a contextualização da doença é fundamental para um diagnóstico eficiente. “Perguntamos como a pessoa está emocionalmente. Não deixamos somente para o psicólogo, porque algumas doenças são difíceis de tratar sem saber mais sobre o emocional”, explica.
DIETA ANTROPOSÓFICA – A dieta antroposófica é baseada na linha ovolactovegetariana, isto é, considera que derivados de ovos, leite e vegetais são os alimentos necessários para a vida do ser humano. Os produtos podem ser consumidos crus, assados ou cozidos. Frituras são evitadas. É recomendado, também, que sejam ingeridos alimentos saudáveis e frescos, cultivados sob a luz do sol. (**)
As carnes não são proibidas, de acordo com a presidente da Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA), Elaine Marasca (*). “Cada um escolhe o que considera melhor no estágio de desenvolvimento em que se encontra”, explica. Batata, cogumelo e frituras não são aconselhados. Segundo Elaine, a avaliação da comida leva em conta seu princípio ativo e também seu processo de crescimento, sua relação com as outras espécies e a relação harmônica com o ecossistema.
Para pacientes com câncer, os cogumelos, por exemplo, são considerados prejudiciais, pois apresentam um crescimento desordenado e brusco, o que não favorece o tratamento das células cancerígenas, segundo o entendimento da antroposofia.
Copyright © Agência Estado
(*) Nota do webmaster: Elaine Marasca não é a presidente da ABMA na data deste artigo, e sim da LUAAMA (Liga dos Usuários da Arte Médica Amplicada). A presidente da ABMA é Rita Rahme.
(**) N.W. Não existe “dieta antroposófica”. Na Antroposofia, reconhece-se que essa é uma questão individual; em particular, algumas pessoas podem ser vegetarianas, outras não. O que é recomendado é que os alimentos sejam o mais naturais possível, isto é, com um mínimo de industrialização e de preferência produzidos na agricultura antroposófica, a agricultura biodinâmica, que não emprega produtos químicos.

Agência Estado, 25/11/10

Esta é uma cópia fiel de artigo publicado em VEJA Acervo Digital; ver o original

São Paulo, 25 (AE) – Uma gastrite não tem tratamento fechado quando se trata da medicina antroposófica. “Se atendo duas pessoas, uma pode simplesmente ter comido algo que fez mal, mas na outra a doença pode estar relacionada a problemas emocionais. Em uma consulta tradicional elas seriam tratadas da mesma forma”, exemplifica o clínico geral antroposófico Nilo Gardim. Para descobrir tantas particularidades sobre a doença de um paciente, o profissional usa um tempo ampliado de consulta: cerca de uma hora e meia, o suficiente para investigar, além de sinais clínicos, vivências emocionais e espirituais.

Foi em busca de um atendimento mais personalizado para os filhos que o advogado André Gabriel Hatoun Filho, de 39 anos, e a professora Beatriz Tamassia Minozzi, de 34 anos, chegaram à medicina antroposófica. O ponto de partida foi a adenoide do caçula Fábio, de 6 anos. “Queria algo interativo, que respeitasse mais o ser humano, sem a ideia de uma demanda cultural voltada somente para o mundo econômico”, conta Hatoun, que também é pai da menina Naia, de 11 anos.

A linha antroposófica é conhecida no Brasil principalmente por causa da pedagogia Waldorf, seu braço escolar. Agora, também o aspecto médico ganha força no País. Neste ano, a coordenação Nacional de Práticas Integrativas do Ministério da Saúde está cadastrando os pesquisadores brasileiros que atuam com a medicina antroposófica, reconhecida como prática médica desde 1993. Além disso, a Universidade Federal de São Paulo já tem um departamento específico para tratar do assunto: o Núcleo de Medicina Antroposófica (Numa).

Segundo o médico Ricardo Ghelman, um dos coordenadores do Numa, a clínica antroposófica pode ser definida como uma medicina complementar e integrativa de origem humanista. “Trabalhamos o conceito de que o ser humano tem o corpo, a psique e a individualidade. Na medicina tradicional, a individualidade fica para trás”, explica o especialista. “Uma forma integrada que una o humanismo e tecnologia é uma das metas dos profissionais brasileiros. Em países como a Alemanha há grandes hospitais antroposóficos, do tamanho de um Albert Einstein. Esse formato ainda é um sonho no Brasil, mas as pesquisas e o interesse têm aumentado”.

Segundo Ghelman, há antroposóficos em quase todas as especialidades médicas: ginecologia, reumatologia, cardiologia, pneumologia, psiquiatria e oncologia são algumas delas. A Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA), por exemplo, já expediu certificados para cerca de 300 médicos.

“Acreditamos que as doenças partem da nossa visão de mundo e de como está sendo concebida a organização do universo interno”, avalia Elaine Marasca, presidente da ABMA (*). “A gente não trata a doença, mas sim o doente. A doença é entendida como um desvio da condição humana que pode estar em desarmonia”, completa.

Medicamentos especiais – A proposta de uma compreensão do indivíduo de maneira ampla é sustentada por três áreas diferentes: a da individualidade (que consiste na terapia biográfica com a finalidade de promover autoconsciência); a da psique (tratada por psicólogos e também por arteterapeutas) e a área somática (na qual atuam especialistas de várias áreas, tais como nutrição, farmácia, enfermagem).

Os medicamentos são produzidos em farmácias antroposóficas e são obtidos na natureza, a partir de sustâncias minerais, vegetais ou animais. Antibióticos ou outras categorias de medicamentos sintéticos são usados apenas em situações emergenciais, quando o organismo do paciente não dispõe de forças ou de tempo suficiente para promover uma relação de equilíbrio.

O QUE É – Surgida na Europa, a medicina antroposófica foi formulada com base na imagem do homem trazida pela antroposofia (ou ciência espiritual) do filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925). Trata-se de uma linha de pensamento que tem como objetivo promover o autoconhecimento humano integrado com a natureza.

Outras áreas, como a pedagogia Waldorf, a agricultura biodinâmica, a pedagogia curativa e até a economia foram inspiradas pelo conceito formulado por Steiner. A palavra significa conhecimento (sofia) do homem (antro). O desenvolvimento integral do homem é estimulado considerando sua alimentação, moradia e relacionamentos, além da formação intelectual e espiritual.

No campo da medicina, a linha antroposófica não se coloca como ciência alternativa – mas, sim, complementar. Para Steiner, o homem tem quatro corpos, que devem estar em harmonia: o físico, material, e outros três, invisíveis – o corpo vital, astral e o corpo espiritual.

BOM RESULTADO – A consultora Fátima Justo Cortella, de 57 anos, iniciou o tratamento de uma artrose, em 2004, pelos métodos tradicionais – e foi da medicina alopática para a homeopatia sem, porém, conseguir resolver seu problema.

Insatisfeita com os resultados, chegou ao tratamento antroposófico por indicação de uma amiga e foi em uma das consultas que descobriu que tinha câncer de mama. “Fui me tratando e me interessando pela proposta. Comecei a pesquisar sobre a filosofia. Vale como um tratamento contínuo. Você começa a aprender mais sobre você mesmo e não somente a tratar de uma doença”, conta.

Com um tratamento composto por vários profissionais, como oncologistas e clínicos gerais, Fátima encontrou, no acompanhamento antroposófico, uma forma de não se entregar à doença e não interromper as atividades que fazia antes de descobrir o tumor. “Comecei a compreender a doença como um estágio da minha vida e aprendi que o câncer está relacionado ao emocional. Ou você muda e começa a melhorar o que está ruim ou seu físico vai continuar chorando”.

Para o médico antroposófico Nilo Gardin, a contextualização da doença é fundamental para um diagnóstico eficiente. “Perguntamos como a pessoa está emocionalmente. Não deixamos somente para o psicólogo, porque algumas doenças são difíceis de tratar sem saber mais sobre o emocional”, explica.

DIETA ANTROPOSÓFICA – A dieta antroposófica é baseada na linha ovolactovegetariana, isto é, considera que derivados de ovos, leite e vegetais são os alimentos necessários para a vida do ser humano. Os produtos podem ser consumidos crus, assados ou cozidos. Frituras são evitadas. É recomendado, também, que sejam ingeridos alimentos saudáveis e frescos, cultivados sob a luz do sol. (**)

As carnes não são proibidas, de acordo com a presidente da Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA), Elaine Marasca (*). “Cada um escolhe o que considera melhor no estágio de desenvolvimento em que se encontra”, explica. Batata, cogumelo e frituras não são aconselhados. Segundo Elaine, a avaliação da comida leva em conta seu princípio ativo e também seu processo de crescimento, sua relação com as outras espécies e a relação harmônica com o ecossistema.

Para pacientes com câncer, os cogumelos, por exemplo, são considerados prejudiciais, pois apresentam um crescimento desordenado e brusco, o que não favorece o tratamento das células cancerígenas, segundo o entendimento da antroposofia.

Copyright © Agência Estado

(*) Nota: Elaine Marasca não é a presidente da ABMA na data deste artigo, e sim da LUAAMA (Liga dos Usuários da Arte Médica Amplicada). A presidente da ABMA é Rita Rahme.

(**) Nota: Não existe “dieta antroposófica”. Na Antroposofia, reconhece-se que essa é uma questão individual; em particular, algumas pessoas podem ser vegetarianas, outras não. O que é recomendado é que os alimentos sejam o mais naturais possível, isto é, com um mínimo de industrialização e de preferência produzidos na agricultura antroposófica, a agricultura biodinâmica, que não emprega produtos químicos.

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