
Uma homenagem a cada mãe, que se dedica a cada minuto ao bem estar de seus pequenos!!
E grandes!!
Dra. Carmem Silvia.

Dra. Carmem Silvia.
Bem, dando uma colher de chá para os adultos, damos sequência aos Doze Sentidos, começando pelo Sentido do Tato.
Fazemos escolhas o tempo todo, e optar por viver o Sentido do Tato, pode significar estar mais ligado no prazer de sermos quem somos, e de criarmos ambientes mais coerentes com nossa natureza.
No meu caso, adoro surpreender e despertar emoções. Buscar como fazer isso a cada momento me diverte.
Este tema se aplica à sua vida pessoal e profissional, de inúmeras maneiras. As superfícies dos objetos que o cercam e a textura das roupas que você usa, geram um ambiente, no qual você circula.
Se você resolve refletir sobre sua imagem, você pode estar ligado em eficácia e poder de convencimento, ou amorosamente desejando uma aproximação diferente. Deste segundo modo, pode estar mais disposto em “acolher”, partindo do pressuposto de que você está através de sua postura, enxergando mais o outro.
Em alguns momentos, podemos estar com vontade de “espetar” o outro, parecermos invisíveis ou indecifráveis. Tudo bem, são posturas válidas, e mutáveis!
O importante é você perceber onde se encontra, e escolher que mundos quer gerar!!

A sensação tátil nada mais é do que a constatação da existência do objeto tocado. De uma maneira sutil, o que acabamos de fato percebendo é onde termina nosso corpo e onde começa o objeto que está fora de nós, ou seja, o nosso Limite Corporal.
As características do objeto (duro, áspero, pontudo, etc) são julgamentos resultantes da somatória de impressões sensoriais vinculadas ao mundo das idéias, dos conceitos.
A qualidade do Tato é uma experiência de caráter subjetivo, particular. Uma mão calejada, por exemplo, pode perceber uma superfície áspera como sendo lisa.
Como o tato facilita a noção do limite corporal, promove a sensação de segurança e de confiança na existência. Muitas vezes, os medos e fobias surgem pela falta dessa segurança que o tato poderia trazer, pelo tocar, pelo sentir.
Se posso saber onde acaba meu limite e onde começa o limite do outro, posso considerar que ele seja a base para o contato harmonioso com uma outra pessoa e comigo mesmo.
Saber nosso limite corporal traz também a noção de nosso tamanho e de nossos próprios limites, portanto tranqüiliza e dá uma nova dimensão de nossa pretensa abrangência.
Ser arrojado ou às vezes impetuoso pode ser providencial em determinadas circunstâncias, mas algumas vezes é apenas uma manifestação do não saber até onde posso ir sem invadir o espaço que não é mais meu, ou mesmo, de ir além do que meu próprio limite permite.
Um mundo homogêneo, “plástico” e “sintético” encolhe as possibilidades da percepção tátil e nos distancia da realidade, ou nos coloca num espaço virtual.
Andar descalço sentindo a umidade, temperatura e textura do solo; tomar banho variando as buchas usadas; explorar texturas em objetos de uso como roupas, toalhas de banho e de rosto, lençóis e fronhas, sapatos, carteiras, objetos de decoração (desde mesas, tapetes, cortinas, abajures a agendas); incentivar a curiosidade pelo tato com brinquedos e jogos para adultos que privilegiem os sentidos; observar as múltiplas sensações, interagindo com plantas e sementes; submeter-se a técnicas de massagens terapêuticas; tocar-se e tocar o outro.
Fonoaudióloga Graça Siracusa – dra.graca@clinicaamai.com.br
Sempre me deparo com a curiosidade das pessoas em saberem mais sobre como vivo o meu viver, porque penso o que penso, como transmito o que transmito.
Portanto, resolvi agora compartilhar um pouco dos meus referenciais e daquelas pessoas com as quais trabalho, me relaciono e promovo.
Como não acredito em modelos, com este artigo, os convidamos a olharem por “janelas” que nos encantam, neste caso em particular, a mim e à Graça.
Compartilhe conosco suas visões e opiniões, a partir dos artigos a seguir.

Às vezes pensamos se seria possível “descomplicar” a vida do adulto, ou viver de forma diferente, nos libertando de certas condições que nós mesmos acabamos nos colocando … No meio de tantas tarefas a cumprir, de tantos prazos, decisões, momentos de intensa emoção, outros de grande vazio, pensamos que espaços nos restam para podermos viver a alegria, o prazer e a leveza. Fomos treinados a produzir e competir, mas bem que poderíamos brincar mais, rir mais …
Uma das maneiras de refletirmos sobre essa possibilidade é conhecer e estimular em nós, os doze sentidos.
Bem, para alguém estar efetivamente neste mundo, atuando, motivado pelo desejo de evoluir, progredir e ter sucesso, é preciso que primeiro tenha consciência de si mesmo, que consiga perceber : “Quem sou eu?”, qual é a relação Eu x Comigo?
Para viver essa relação, poderemos recorrer às quatro portas básicas, percorrer esses 4 caminhos mágicos dos sentidos inferiores ou volitivos: sentidos do tato, vital, movimento e equilíbrio, que auxiliam o conhecimento do próprio corpo e de sua potencialidade.
Além disso, estar em plena relação com o mundo ao redor e conhecer o ambiente que nos permeia, complementa esse viver através da percepção de “Onde estou?” e qual é a relação “Eu x O mundo”.
Então, os quatro caminhos a serem percorridos são os dos sentidos medianos ou emotivos: sentidos do olfato, paladar, visão e térmico.
Se tenho noção de mim mesmo, se reconheço o espaço ao meu redor, posso agora interagir com outro ser humano, dar conta de sua existência, respeitar e me relacionar com ele, trocar, dialogar, aprender.
Os sentidos superiores ou cognitivos (audição, linguagem, pensamento e organização do Eu) são as quatro portas pelas quais adentro para viver a relação “Eu x O outro” e perceber: “Com quem estou?”
Enxergamos e participamos do mundo, não de uma maneira trivial, mas do modo como nosso treinamento e nossa história permite. Os doze sentidos podem ser “degustados” na vida adulta a partir da vontade de viver a curiosidade e a brincadeira.
Trilhar o caminho dos doze sentidos implica reconhecimento e aceitação do prazer de estar consigo mesmo num viver de auto-aceitação e de estar com o outro num ambiente de não exigências. Apenas estar no direito de viver plena e prazerosamente.
Vamos abordar em alguns posts, cada um desses sentidos, descrevendo como podemos, na vida adulta, usufruir dos benefícios de percorrer, retomar cada um desses doze caminhos, começando pelo Sentido do Tato.
Fonoaudióloga Graça Siracusa – dra.graca@clinicaamai.com.br
Vai me dizer que você nunca se perguntou como isso começou.Tradições. Cultura de um povo.
A Páscoa está chegando e é mais uma boa razão para o fortalecimento do vínculo familiar. Para que essa data possa ser vivida em toda sua plenitude e intensidade, que tal conhecer um pouco mais sobre essa festividade?
Do latim (Pascae), do grego (Paska) ou do hebraico (Pessach – o mais antigo), normalmente significando um ritual de passagem, essa é uma comemoração muuuuitooo antiga.
Contam que na Europa antiga, a saída do inverno (muito rigoroso, tornando difícil a produção de alimentos) para a primavera (em março) representava uma esperança de sobrevivência e era marcada pelo surgimento das flores. Foi nessa mesma época de Páscoa que os judeus, aprisionados por muito tempo pelos faraós, iniciaram a sua saída do Egito para o deserto (1.250 aC), passando pelo Mar Vermelho, para chegar, 40 anos depois, a Israel, liderados por Moises.
Quando, séculos após, Jesus entra na cidade de Jerusalém, uma semana antes da Páscoa (Domingo de Ramos), tem início o que é conhecida hoje como a Semana Santa que culmina com o dia da Páscoa, com a ressurreição.
Independente da religião ou crença, a Páscoa tem relação com a esperança de uma vida nova, renascimento, ressureição, com melhores condições. O coelho, por ser reconhecido como um dos símbolos da fertilidade, da reprodução, foi escolhido para representar essa idéia. Fertilidade significa reprodução e preservação da espécie.
Por ser símbolo de uma nova vida, no Egito Antigo, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida e alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua que indicava o começo da Páscoa.
Conta essa tradição, trazida pelos imigrantes alemães para a América perto de 1.700, que o coelho escondia ovos coloridos e que as crianças teriam que encontrá-los nas manhãs de Páscoa. Outros dizem que uma vez, uma mulher sem muitas posses pintou ovos bem colorido e os escondeu em um ninho para dar a seus filhos como presente no dia de Páscoa. Quando eles acharam o ninho, passou um coelho correndo e criou-se uma lenda de que tinha sido o coelho a trazer esses ovos.
Seguindo a mesma linha, os ovos apareceram na Páscoa representando a fertilidade, a nova vida, o nascimento.
Pintar e colorir os ovos (cores brilhantes simbolizando a luz do sol) para presentes é costume bem antigo também.
Desde a época dos persas e egípcios (que acreditavam que a Terra tinha saído de um ovo gigante), cristãos da Mesopotâmia e até o século XIX, os ovos eram lindos, pintados enfeitados, porém não comestíveis.
Quem? O quê?
Esse é o nome científico do… chocolate!!! Conhecido como “manjar dos deuses” (”tradução” de Theobroma) os Maias e os Astecas iniciaram a divulgação dessa delícia, inicialmente consumida apenas como bebida, tão valiosa e sagrada quanto o ouro.
Daí até o século XVI, na Europa, quando passou a ser consumida de forma mais ampla (sementes de cacau torradas e trituradas, misturadas com água, mel e farinha), ainda como uma deliciosa bebida. Sagrado e poderoso, pecaminoso e profano, afrodisíaco, valioso, reservado a soldados e governantes e depois popularizado, até o século XX, o chocolate passou por muitas transformações até serem formatados como bombons e ovos para o consumo de chocolate no mundo todo, especialmente na Páscoa.
Gostoso, nutritivo, energético o chocolate transforma o ovo, símbolo do renascimento, através de seu consumo, em um caminho para uma nova vida.
Através dos tempos, passeando pelo mundo, a Páscoa tem muitos significados diferentes. Na China, por exemplo, é tradição (Ching-Ming) visitar-se os túmulos dos familiares, deixando “presentes” doces para que eles fiquem felizes com seus descendentes.
Já na Europa, pela diversidade cultural, os hábitos podem variar em lugares até vizinhos, mas dar ovos coloridos aos amigos e parentes é muito comum, especialmente nos países do leste. Na Armênia, por exemplo, esses ovos eram ocos pintados com imagens religiosas (Cristo e Virgem Maria entre outros).
Nos Estados Unidos, a caça ao ovo (de chocolate) ainda é a maior diversão familiar. Ovos de chocolate são espalhados e escondidos pela casa, jardins e quintais para que as crianças os encontrem, muitas vezes unindo a própria comunidade local nessa festividade.
Assim, independente da sua crença, da sua religião, essa é uma boa época para reunir a família e relembrar o passado, mas visando a esperança do renascimento, voltando-se cada vez mais para a união e para a paz.
Boa Páscoa a todos com ou sem coelhos, ovos ou chocolate, mas com muita esperança!
Dr. Moisés Chencinski é médico pediatra e homeopata, autor do livro “Homeopatia- mais simples do parece”:
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