
Uma questão de escolhas. Tratando de algo tão instintivo e intuitivo como a maternidade, que tipo de termômetro podemos usar senão a própria consciência das nossas escolhas?
Logo que uma mulher engravida ou planeja engravidar e formar uma família, uma enorme quantidade de questões aparecerem, questões de todas as ordens, das banais às existenciais: Como será o futuro do meu filho? Em que mundo ela vai crescer? Como educar? Onde viver? O que preciso comprar para o bebê? Quem vai me ajudar? E se meu casamento acabar? Fralda descartável ou fralda de pano? Parto normal? Cesariana? Dormir junto ou deixar no berço? E outras tantas perguntas que somente a própria experiência poderá responder… Muitas vezes vejo mães que sofrem amamentado, sem prazer em realizar esta função, outras que vêem seus bebês chorando e choram junto na dúvida se devem ou não pegá-los no colo. São os mistérios da maternidade e da individualidade.
Tudo bem, tudo certo. Aceitação das coisas como são, das pessoas como são, com seus entendimentos, limites, limitações e possibilidades. O que vale é amar e fazer o melhor. Percebo no exercício de meu trabalho, que minhas grandes convicções e experiências próprias como mãe simplesmente não funcionariam para outras mulheres, por mais que eu adoraria que todas as mães pudessem parir naturalmente. Vejo que esse não é o caminho para algumas.O que faço é questionar, informar, colaborar com a segurança e o bem estar na decisão de cada um. Encanta-me saber que a maternidade é uma grande oportunidade de renascimento, de parir novos conceitos para si mesmo, examinar, observar e reciclar! Criar novas realidades e poder desenvolver, praticar o que acredita e por que não, tentar algo novo que faça sentido.
Que estejamos presentes, conscientes da importância de nossas escolhas, sabendo que não há certo ou errado, e que os resultados só podem ser avaliados depois da ação. A determinação em poder fazer escolhas condizentes consigo mesma, é diferente de fazer uma escolha por medo ou acomodação.
Então, minha sugestão é de que vivencie todas as peculiaridades desta nova relação mãe/filho, mãe/pai/filhos. Estamos todos descobrindo o que é integração, respeito e individualidade nessa relação familiar. Não há fórmulas ou receitas na maternidade, somente presença, atenção e autoconhecimento.
Coragem para seguirmos nossas intuições, também poderá nos colocar no caminho certo. No melhor caminho para nós. O nosso caminho, aqui e agora!