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A beleza que está em moda

Bem Estar, Reflexão

cloonei

Antever tendências sempre me instiga!!

Há anos observo a maneira como as pessoas envelhecem. Uma observação interessante.

(veja que poderosa essa mulher: http://noticias.uol.com.br/bbc/2011/06/30/americana-assume-grisalhos-e-tem-carreira-de-modelo-aos-60-sem-botox-ou-plastica.jhtm

Algumas pessoas com o tempo, adquirem uma postura altiva, um ar de tranquilidade, segurança, que acaba conferindo uma certa classe, um modo atraente de se portar e estar no mundo. A gente olha, e não percebe de onde vem aquela satisfação em olhar e conversar com essas figuras. Alegria e jovialidade?  Contagiantes!

Outras, acabam por aprimorarem-se nas críticas, no pessimismo, na inveja, destilam um  amargor constante e arrastam-se pela vida. Dessas, todos querem distância. Nada de sabedoria, nada de bom humor. Só doenças. E rugas. Muitas rugas.

É claro que para algumas pessoas, a vida pode ter sido cruel. Ou cruel a maneira como encararam e lidaram com tudo o que aconteceu com elas.

Um bom livro ilustra bem isso. Já leu “Em busca do sentido” de Viktor Frankl? Pois ele foi sobrevivente de quatro campos de concentração, e saiu contribuindo com o mundo, enriquecendo nossas vidas com as observações que fez,  enquanto muita gente só pensava em morrer. Ele superou a lógica da situação. Conseguiu enxergar além daquela experiência de quase morte, e observar o que poderia ser tirado só de situações extremas como as que viveu.

casalPortanto, chego a algumas conclusões.

A maneira como conseguimos lidar com os acontecimentos ao longo da vida, determina nossa saúde e aparência na velhice.

E a forte tendência é olharmos cada vez mais para isso, porque quando se exagera até o final de um lado, só nos resta o outro lado. Acontece que a maioria das pessoas está estarrecida  com anos de botox e procedimentos cirúrgicos ou não, mais ou menos invasivos,  que acabaram por deixar uma legião de fisionomias diabólicas e corpos recortados por cicatrizes. Corpos sem alma.

Não sou contra a cirurgia plástica ou procedimentos que estimulem o fortalecimento do organismo e as correções ou retardamento de tendências, com parcimônia e inteligência. Só que mais do que isso, sou a favor da busca pela felicidade.

Isso sim transparece. Isso atrai, faz bem a todos, inclusive aos que nos cercam.

Por isso também é que eu gosto da Antroposofia.

Ela trata muito bem do fígado, um órgão tão sobrecarregado. E assim, nossas posturas mudam,  nosso humor e  pele melhoram!! Passamos a dormir  sono reparador. Medos, fobias, fantasmas?  Sepultados.

Beleza é o reflexo da saúde.  E isso será cada vez mais valorizado.

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O sentido do Tato, para adultos

Bem Estar, Reflexão
O artigo que segue, é parte de como você pode percebê-lo em si e despertar sensações nos outros.
Este tema se aplica à sua vida pessoal e profissional, de inúmeras maneiras. As superfícies dos objetos que o cercam e a textura das roupas que você usa, geram um ambiente, no qual você circula.
Se você resolve refletir sobre sua imagem, você pode estar ligado em eficácia e poder de convencimento, ou amorosamente desejando uma aproximação diferente. Deste segundo modo, pode estar mais disposto em “acolher”, partindo do pressuposto de que você está através de sua postura, enxergando mais o outro.
Em alguns momentos, podemos estar com vontade de “espetar” o outro, parecermos invisíveis ou indecifráveis. Tudo bem, são posturas válidas, e mutáveis!
O importante é você perceber onde se encontra, e escolher que mundos quer gerar!!
O SENTIDO DO TATO
A sensação tátil nada mais é do que a constatação da existência do objeto tocado. De uma maneira sutil, o que acabamos de fato percebendo é onde termina nosso corpo e onde começa o objeto que está fora de nós, ou seja, o nosso Limite Corporal.
As características do objeto (duro, áspero, pontudo, etc) são julgamentos resultantes da somatória de impressões sensoriais vinculadas ao mundo das idéias, dos conceitos.
A qualidade do Tato é uma experiência de caráter subjetivo, particular. Uma mão calejada, por exemplo, pode perceber uma superfície áspera como sendo lisa.
Como o tato facilita a noção do limite corporal, promove a sensação de segurança e de confiança na existência. Muitas vezes, os medos e fobias surgem pela falta dessa segurança que o tato poderia trazer, pelo tocar, pelo sentir.
Se posso saber onde acaba meu limite e onde começa o limite do outro, posso considerar que ele seja a base para o contato harmonioso com uma outra pessoa e comigo mesmo.
Saber nosso limite corporal traz também a noção de nosso tamanho e de nossos próprios limites, portanto tranqüiliza e dá uma nova dimensão de nossa pretensa abrangência.
Ser arrojado ou às vezes impetuoso pode ser providencial em determinadas circunstâncias, mas algumas vezes é apenas uma manifestação do não saber até onde posso ir sem invadir o espaço que não é mais meu, ou mesmo, de ir além do que meu próprio limite permite.
Um mundo homogêneo, “plástico” e “sintético” encolhe as possibilidades da percepção tátil e nos distancia da realidade, ou nos coloca num espaço virtual.
Vivendo o prazer do tato
Andar descalço sentindo a umidade, temperatura e textura do solo; tomar banho variando as buchas usadas; explorar texturas em objetos de uso como roupas, toalhas de banho e de rosto, lençóis e fronhas, sapatos, carteiras, objetos de decoração (desde mesas, tapetes, cortinas, abajures a agendas); incentivar a curiosidade pelo tato com brinquedos e jogos para adultos que privilegiem os sentidos; observar as múltiplas sensações, interagindo com plantas e sementes; submeter-se a técnicas de massagens terapêuticas; tocar-se e tocar o outro.
Fonoaudióloga Graça Siracusa – dra.graca@clinicaamai.com.br

Bem, dando uma colher de chá para os adultos, damos sequência aos Doze Sentidos, começando pelo Sentido do Tato.

Fazemos escolhas o tempo todo, e optar por viver o Sentido do Tato, pode significar estar mais ligado no prazer de sermos quem somos, e de criarmos ambientes mais coerentes com nossa natureza.

No meu caso, adoro surpreender e despertar emoções. Buscar como fazer isso a cada momento me diverte.

O artigo que segue, é parte de como você pode percebê-lo em si e despertar sensações nos outros.

Este tema se aplica à sua vida pessoal e profissional, de inúmeras maneiras. As superfícies dos objetos que o cercam e a textura das roupas que você usa, geram um ambiente, no qual você circula.

Se você resolve refletir sobre sua imagem, você pode estar ligado em eficácia e poder de convencimento, ou amorosamente desejando uma aproximação diferente. Deste segundo modo, pode estar mais disposto em “acolher”, partindo do pressuposto de que você está através de sua postura, enxergando mais o outro.

Em alguns momentos, podemos estar com vontade de “espetar” o outro, parecermos invisíveis ou indecifráveis. Tudo bem, são posturas válidas, e mutáveis!

O importante é você perceber onde se encontra, e escolher que mundos quer gerar!!

O Sentido do Tato

O SENTIDO DO TATO

A sensação tátil nada mais é do que a constatação da existência do objeto tocado. De uma maneira sutil, o que acabamos de fato percebendo é onde termina nosso corpo e onde começa o objeto que está fora de nós, ou seja, o nosso Limite Corporal.

As características do objeto (duro, áspero, pontudo, etc) são julgamentos resultantes da somatória de impressões sensoriais vinculadas ao mundo das idéias, dos conceitos.

A qualidade do Tato é uma experiência de caráter subjetivo, particular. Uma mão calejada, por exemplo, pode perceber uma superfície áspera como sendo lisa.

Como o tato facilita a noção do limite corporal, promove a sensação de segurança e de confiança na existência. Muitas vezes, os medos e fobias surgem pela falta dessa segurança que o tato poderia trazer, pelo tocar, pelo sentir.

Se posso saber onde acaba meu limite e onde começa o limite do outro, posso considerar que ele seja a base para o contato harmonioso com uma outra pessoa e comigo mesmo.

Saber nosso limite corporal traz também a noção de nosso tamanho e de nossos próprios limites, portanto tranqüiliza e dá uma nova dimensão de nossa pretensa abrangência.

Ser arrojado ou às vezes impetuoso pode ser providencial em determinadas circunstâncias, mas algumas vezes é apenas uma manifestação do não saber até onde posso ir sem invadir o espaço que não é mais meu, ou mesmo, de ir além do que meu próprio limite permite.

Um mundo homogêneo, “plástico” e “sintético” encolhe as possibilidades da percepção tátil e nos distancia da realidade, ou nos coloca num espaço virtual.

Vivendo o prazer do tato

Andar descalço sentindo a umidade, temperatura e textura do solo; tomar banho variando as buchas usadas; explorar texturas em objetos de uso como roupas, toalhas de banho e de rosto, lençóis e fronhas, sapatos, carteiras, objetos de decoração (desde mesas, tapetes, cortinas, abajures a agendas); incentivar a curiosidade pelo tato com brinquedos e jogos para adultos que privilegiem os sentidos; observar as múltiplas sensações, interagindo com plantas e sementes; submeter-se a técnicas de massagens terapêuticas; tocar-se e tocar o outro.

Fonoaudióloga Graça Siracusa – dra.graca@clinicaamai.com.br

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A Experiência dos doze sentidos em adultos

Bem Estar, Reflexão

Sempre me deparo com a curiosidade das pessoas em saberem mais sobre como vivo o meu viver, porque penso o que penso, como transmito o que transmito.
Portanto, resolvi agora compartilhar um pouco dos meus referenciais e daquelas pessoas com as quais trabalho, me relaciono e promovo.
Como não acredito em modelos, com este artigo, os convidamos a olharem por “janelas” que nos encantam, neste caso em particular, a mim e à Graça.
Compartilhe conosco suas visões e opiniões, a partir dos artigos a seguir.

Os doze sentidos
Como perceber o mundo de uma maneira diferente, através da experiência dos Doze Sentidos
Uma reflexão para a vida adulta.

Às vezes pensamos se seria possível “descomplicar” a vida do adulto, ou viver de forma diferente, nos libertando de certas condições que nós mesmos acabamos nos colocando … No meio de tantas tarefas a cumprir, de tantos prazos, decisões, momentos de intensa emoção, outros de grande vazio, pensamos que espaços nos restam para podermos viver a alegria, o prazer e a leveza. Fomos treinados a produzir e competir, mas bem que poderíamos brincar mais, rir mais …
Uma das maneiras de refletirmos sobre essa possibilidade é conhecer e estimular em nós, os doze sentidos.
Bem, para alguém estar efetivamente neste mundo, atuando, motivado pelo desejo de evoluir, progredir e ter sucesso, é preciso que primeiro tenha consciência de si mesmo, que consiga perceber : “Quem sou eu?”, qual é a relação Eu x Comigo?
Para viver essa relação, poderemos recorrer às quatro portas básicas, percorrer esses 4 caminhos mágicos dos sentidos inferiores ou volitivos: sentidos do tato, vital, movimento e equilíbrio, que auxiliam o conhecimento do próprio corpo e de sua potencialidade.
Além disso, estar em plena relação com o mundo ao redor e conhecer o ambiente que nos permeia, complementa esse viver através da percepção de “Onde estou?” e qual é a relação “Eu x O mundo”.
Então, os quatro caminhos a serem percorridos são os dos sentidos medianos ou emotivos: sentidos do olfato, paladar, visão e térmico.
Se tenho noção de mim mesmo, se reconheço o espaço ao meu redor, posso agora interagir com outro ser humano, dar conta de sua existência, respeitar e me relacionar com ele, trocar, dialogar, aprender.
Os sentidos superiores ou cognitivos (audição, linguagem, pensamento e organização do Eu) são as quatro portas pelas quais adentro para viver a relação “Eu x O outro” e perceber: “Com quem estou?”
Enxergamos e participamos do mundo, não de uma maneira trivial, mas do modo como nosso treinamento e nossa história permite. Os doze sentidos podem ser “degustados” na vida adulta a partir da vontade de viver a curiosidade e a brincadeira.
Trilhar o caminho dos doze sentidos implica reconhecimento e aceitação do prazer de estar consigo mesmo num viver de auto-aceitação e de estar com o outro num ambiente de não exigências. Apenas estar no direito de viver plena e prazerosamente.
Vamos abordar agora, cada um desses sentidos, descrevendo como podemos, na vida adulta, usufruir dos benefícios de percorrer, retomar cada um desses doze caminhos, começando pelo Sentido do Tato.
Fonoaudióloga Graça Siracusa – dra.graca@clinicaamai.com.br

Às vezes pensamos se seria possível “descomplicar” a vida do adulto, ou viver de forma diferente, nos libertando de certas condições que nós mesmos acabamos nos colocando … No meio de tantas tarefas a cumprir, de tantos prazos, decisões, momentos de intensa emoção, outros de grande vazio, pensamos que espaços nos restam para podermos viver a alegria, o prazer e a leveza. Fomos treinados a produzir e competir, mas bem que poderíamos brincar mais, rir mais …

Uma das maneiras de refletirmos sobre essa possibilidade é conhecer e estimular em nós, os doze sentidos.

Bem, para alguém estar efetivamente neste mundo, atuando, motivado pelo desejo de evoluir, progredir e ter sucesso, é preciso que primeiro tenha consciência de si mesmo, que consiga perceber : “Quem sou eu?”, qual é a relação Eu x Comigo?

Para viver essa relação, poderemos recorrer às quatro portas básicas, percorrer esses 4 caminhos mágicos dos sentidos inferiores ou volitivos: sentidos do tato, vital, movimento e equilíbrio, que auxiliam o conhecimento do próprio corpo e de sua potencialidade.

Além disso, estar em plena relação com o mundo ao redor e conhecer o ambiente que nos permeia, complementa esse viver através da percepção de “Onde estou?” e qual é a relação “Eu x O mundo”.

Então, os quatro caminhos a serem percorridos são os dos sentidos medianos ou emotivos: sentidos do olfato, paladar, visão e térmico.

Se tenho noção de mim mesmo, se reconheço o espaço ao meu redor, posso agora interagir com outro ser humano, dar conta de sua existência, respeitar e me relacionar com ele, trocar, dialogar, aprender.

Os sentidos superiores ou cognitivos (audição, linguagem, pensamento e organização do Eu) são as quatro portas pelas quais adentro para viver a relação “Eu x O outro” e perceber: “Com quem estou?”

Enxergamos e participamos do mundo, não de uma maneira trivial, mas do modo como nosso treinamento e nossa história permite. Os doze sentidos podem ser “degustados” na vida adulta a partir da vontade de viver a curiosidade e a brincadeira.

Trilhar o caminho dos doze sentidos implica reconhecimento e aceitação do prazer de estar consigo mesmo num viver de auto-aceitação e de estar com o outro num ambiente de não exigências. Apenas estar no direito de viver plena e prazerosamente.

Vamos abordar em alguns posts, cada um desses sentidos, descrevendo como podemos, na vida adulta, usufruir dos benefícios de percorrer, retomar cada um desses doze caminhos, começando pelo Sentido do Tato.

Fonoaudióloga Graça Siracusa – dra.graca@clinicaamai.com.br

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Uma medicina voltada para mim!!??

Alimentação, Bem Estar

Sempre cabe um pouquinho mais sobre Antroposofia: para quem não conhece e para quem já  teve bons resultados e  ficou surpreso, curioso. Todos querem saber mais.
Também vale para aqueles que nos procuram por e-mail, pedindo ajuda “para essa ou aquela doença” ou quem no consultório diz:
“Dra., por favor, um remedinho para ele, que começou a ranger os dentes!” ou
“Dra., não tem aí um remedinho para dar um jeito no meu marido?” ou até mesmo,
“Dra., dá um remedinho para ela gostar de mim, vai !? “
Então, para vocês todos, boa leitura!Medicina Antroposófica

Na Medicina Antroposófica não se trata a doença, mas sim o doente

Agência Estado, 25/11/10
Esta é uma cópia fiel de artigo publicado em VEJA Acervo Digital; ver o original
São Paulo, 25 (AE) – Uma gastrite não tem tratamento fechado quando se trata da medicina antroposófica. “Se atendo duas pessoas, uma pode simplesmente ter comido algo que fez mal, mas na outra a doença pode estar relacionada a problemas emocionais. Em uma consulta tradicional elas seriam tratadas da mesma forma”, exemplifica o clínico geral antroposófico Nilo Gardim. Para descobrir tantas particularidades sobre a doença de um paciente, o profissional usa um tempo ampliado de consulta: cerca de uma hora e meia, o suficiente para investigar, além de sinais clínicos, vivências emocionais e espirituais.
Foi em busca de um atendimento mais personalizado para os filhos que o advogado André Gabriel Hatoun Filho, de 39 anos, e a professora Beatriz Tamassia Minozzi, de 34 anos, chegaram à medicina antroposófica. O ponto de partida foi a adenoide do caçula Fábio, de 6 anos. “Queria algo interativo, que respeitasse mais o ser humano, sem a ideia de uma demanda cultural voltada somente para o mundo econômico”, conta Hatoun, que também é pai da menina Naia, de 11 anos.
A linha antroposófica é conhecida no Brasil principalmente por causa da pedagogia Waldorf, seu braço escolar. Agora, também o aspecto médico ganha força no País. Neste ano, a coordenação Nacional de Práticas Integrativas do Ministério da Saúde está cadastrando os pesquisadores brasileiros que atuam com a medicina antroposófica, reconhecida como prática médica desde 1993. Além disso, a Universidade Federal de São Paulo já tem um departamento específico para tratar do assunto: o Núcleo de Medicina Antroposófica (Numa).
Segundo o médico Ricardo Ghelman, um dos coordenadores do Numa, a clínica antroposófica pode ser definida como uma medicina complementar e integrativa de origem humanista. “Trabalhamos o conceito de que o ser humano tem o corpo, a psique e a individualidade. Na medicina tradicional, a individualidade fica para trás”, explica o especialista. “Uma forma integrada que una o humanismo e tecnologia é uma das metas dos profissionais brasileiros. Em países como a Alemanha há grandes hospitais antroposóficos, do tamanho de um Albert Einstein. Esse formato ainda é um sonho no Brasil, mas as pesquisas e o interesse têm aumentado”.
Segundo Ghelman, há antroposóficos em quase todas as especialidades médicas: ginecologia, reumatologia, cardiologia, pneumologia, psiquiatria e oncologia são algumas delas. A Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA), por exemplo, já expediu certificados para cerca de 300 médicos.
“Acreditamos que as doenças partem da nossa visão de mundo e de como está sendo concebida a organização do universo interno”, avalia Elaine Marasca, presidente da ABMA (*). “A gente não trata a doença, mas sim o doente. A doença é entendida como um desvio da condição humana que pode estar em desarmonia”, completa.
Medicamentos especiais – A proposta de uma compreensão do indivíduo de maneira ampla é sustentada por três áreas diferentes: a da individualidade (que consiste na terapia biográfica com a finalidade de promover autoconsciência); a da psique (tratada por psicólogos e também por arteterapeutas) e a área somática (na qual atuam especialistas de várias áreas, tais como nutrição, farmácia, enfermagem).
Os medicamentos são produzidos em farmácias antroposóficas e são obtidos na natureza, a partir de sustâncias minerais, vegetais ou animais. Antibióticos ou outras categorias de medicamentos sintéticos são usados apenas em situações emergenciais, quando o organismo do paciente não dispõe de forças ou de tempo suficiente para promover uma relação de equilíbrio.
O QUE É – Surgida na Europa, a medicina antroposófica foi formulada com base na imagem do homem trazida pela antroposofia (ou ciência espiritual) do filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925). Trata-se de uma linha de pensamento que tem como objetivo promover o autoconhecimento humano integrado com a natureza.
Outras áreas, como a pedagogia Waldorf, a agricultura biodinâmica, a pedagogia curativa e até a economia foram inspiradas pelo conceito formulado por Steiner. A palavra significa conhecimento (sofia) do homem (antro). O desenvolvimento integral do homem é estimulado considerando sua alimentação, moradia e relacionamentos, além da formação intelectual e espiritual.
No campo da medicina, a linha antroposófica não se coloca como ciência alternativa – mas, sim, complementar. Para Steiner, o homem tem quatro corpos, que devem estar em harmonia: o físico, material, e outros três, invisíveis – o corpo vital, astral e o corpo espiritual.
BOM RESULTADO – A consultora Fátima Justo Cortella, de 57 anos, iniciou o tratamento de uma artrose, em 2004, pelos métodos tradicionais – e foi da medicina alopática para a homeopatia sem, porém, conseguir resolver seu problema.
Insatisfeita com os resultados, chegou ao tratamento antroposófico por indicação de uma amiga e foi em uma das consultas que descobriu que tinha câncer de mama. “Fui me tratando e me interessando pela proposta. Comecei a pesquisar sobre a filosofia. Vale como um tratamento contínuo. Você começa a aprender mais sobre você mesmo e não somente a tratar de uma doença”, conta.
Com um tratamento composto por vários profissionais, como oncologistas e clínicos gerais, Fátima encontrou, no acompanhamento antroposófico, uma forma de não se entregar à doença e não interromper as atividades que fazia antes de descobrir o tumor. “Comecei a compreender a doença como um estágio da minha vida e aprendi que o câncer está relacionado ao emocional. Ou você muda e começa a melhorar o que está ruim ou seu físico vai continuar chorando”.
Para o médico antroposófico Nilo Gardin, a contextualização da doença é fundamental para um diagnóstico eficiente. “Perguntamos como a pessoa está emocionalmente. Não deixamos somente para o psicólogo, porque algumas doenças são difíceis de tratar sem saber mais sobre o emocional”, explica.
DIETA ANTROPOSÓFICA – A dieta antroposófica é baseada na linha ovolactovegetariana, isto é, considera que derivados de ovos, leite e vegetais são os alimentos necessários para a vida do ser humano. Os produtos podem ser consumidos crus, assados ou cozidos. Frituras são evitadas. É recomendado, também, que sejam ingeridos alimentos saudáveis e frescos, cultivados sob a luz do sol. (**)
As carnes não são proibidas, de acordo com a presidente da Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA), Elaine Marasca (*). “Cada um escolhe o que considera melhor no estágio de desenvolvimento em que se encontra”, explica. Batata, cogumelo e frituras não são aconselhados. Segundo Elaine, a avaliação da comida leva em conta seu princípio ativo e também seu processo de crescimento, sua relação com as outras espécies e a relação harmônica com o ecossistema.
Para pacientes com câncer, os cogumelos, por exemplo, são considerados prejudiciais, pois apresentam um crescimento desordenado e brusco, o que não favorece o tratamento das células cancerígenas, segundo o entendimento da antroposofia.
Copyright © Agência Estado
(*) Nota do webmaster: Elaine Marasca não é a presidente da ABMA na data deste artigo, e sim da LUAAMA (Liga dos Usuários da Arte Médica Amplicada). A presidente da ABMA é Rita Rahme.
(**) N.W. Não existe “dieta antroposófica”. Na Antroposofia, reconhece-se que essa é uma questão individual; em particular, algumas pessoas podem ser vegetarianas, outras não. O que é recomendado é que os alimentos sejam o mais naturais possível, isto é, com um mínimo de industrialização e de preferência produzidos na agricultura antroposófica, a agricultura biodinâmica, que não emprega produtos químicos.

Agência Estado, 25/11/10

Esta é uma cópia fiel de artigo publicado em VEJA Acervo Digital; ver o original

São Paulo, 25 (AE) – Uma gastrite não tem tratamento fechado quando se trata da medicina antroposófica. “Se atendo duas pessoas, uma pode simplesmente ter comido algo que fez mal, mas na outra a doença pode estar relacionada a problemas emocionais. Em uma consulta tradicional elas seriam tratadas da mesma forma”, exemplifica o clínico geral antroposófico Nilo Gardim. Para descobrir tantas particularidades sobre a doença de um paciente, o profissional usa um tempo ampliado de consulta: cerca de uma hora e meia, o suficiente para investigar, além de sinais clínicos, vivências emocionais e espirituais.

Foi em busca de um atendimento mais personalizado para os filhos que o advogado André Gabriel Hatoun Filho, de 39 anos, e a professora Beatriz Tamassia Minozzi, de 34 anos, chegaram à medicina antroposófica. O ponto de partida foi a adenoide do caçula Fábio, de 6 anos. “Queria algo interativo, que respeitasse mais o ser humano, sem a ideia de uma demanda cultural voltada somente para o mundo econômico”, conta Hatoun, que também é pai da menina Naia, de 11 anos.

A linha antroposófica é conhecida no Brasil principalmente por causa da pedagogia Waldorf, seu braço escolar. Agora, também o aspecto médico ganha força no País. Neste ano, a coordenação Nacional de Práticas Integrativas do Ministério da Saúde está cadastrando os pesquisadores brasileiros que atuam com a medicina antroposófica, reconhecida como prática médica desde 1993. Além disso, a Universidade Federal de São Paulo já tem um departamento específico para tratar do assunto: o Núcleo de Medicina Antroposófica (Numa).

Segundo o médico Ricardo Ghelman, um dos coordenadores do Numa, a clínica antroposófica pode ser definida como uma medicina complementar e integrativa de origem humanista. “Trabalhamos o conceito de que o ser humano tem o corpo, a psique e a individualidade. Na medicina tradicional, a individualidade fica para trás”, explica o especialista. “Uma forma integrada que una o humanismo e tecnologia é uma das metas dos profissionais brasileiros. Em países como a Alemanha há grandes hospitais antroposóficos, do tamanho de um Albert Einstein. Esse formato ainda é um sonho no Brasil, mas as pesquisas e o interesse têm aumentado”.

Segundo Ghelman, há antroposóficos em quase todas as especialidades médicas: ginecologia, reumatologia, cardiologia, pneumologia, psiquiatria e oncologia são algumas delas. A Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA), por exemplo, já expediu certificados para cerca de 300 médicos.

“Acreditamos que as doenças partem da nossa visão de mundo e de como está sendo concebida a organização do universo interno”, avalia Elaine Marasca, presidente da ABMA (*). “A gente não trata a doença, mas sim o doente. A doença é entendida como um desvio da condição humana que pode estar em desarmonia”, completa.

Medicamentos especiais – A proposta de uma compreensão do indivíduo de maneira ampla é sustentada por três áreas diferentes: a da individualidade (que consiste na terapia biográfica com a finalidade de promover autoconsciência); a da psique (tratada por psicólogos e também por arteterapeutas) e a área somática (na qual atuam especialistas de várias áreas, tais como nutrição, farmácia, enfermagem).

Os medicamentos são produzidos em farmácias antroposóficas e são obtidos na natureza, a partir de sustâncias minerais, vegetais ou animais. Antibióticos ou outras categorias de medicamentos sintéticos são usados apenas em situações emergenciais, quando o organismo do paciente não dispõe de forças ou de tempo suficiente para promover uma relação de equilíbrio.

O QUE É – Surgida na Europa, a medicina antroposófica foi formulada com base na imagem do homem trazida pela antroposofia (ou ciência espiritual) do filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925). Trata-se de uma linha de pensamento que tem como objetivo promover o autoconhecimento humano integrado com a natureza.

Outras áreas, como a pedagogia Waldorf, a agricultura biodinâmica, a pedagogia curativa e até a economia foram inspiradas pelo conceito formulado por Steiner. A palavra significa conhecimento (sofia) do homem (antro). O desenvolvimento integral do homem é estimulado considerando sua alimentação, moradia e relacionamentos, além da formação intelectual e espiritual.

No campo da medicina, a linha antroposófica não se coloca como ciência alternativa – mas, sim, complementar. Para Steiner, o homem tem quatro corpos, que devem estar em harmonia: o físico, material, e outros três, invisíveis – o corpo vital, astral e o corpo espiritual.

BOM RESULTADO – A consultora Fátima Justo Cortella, de 57 anos, iniciou o tratamento de uma artrose, em 2004, pelos métodos tradicionais – e foi da medicina alopática para a homeopatia sem, porém, conseguir resolver seu problema.

Insatisfeita com os resultados, chegou ao tratamento antroposófico por indicação de uma amiga e foi em uma das consultas que descobriu que tinha câncer de mama. “Fui me tratando e me interessando pela proposta. Comecei a pesquisar sobre a filosofia. Vale como um tratamento contínuo. Você começa a aprender mais sobre você mesmo e não somente a tratar de uma doença”, conta.

Com um tratamento composto por vários profissionais, como oncologistas e clínicos gerais, Fátima encontrou, no acompanhamento antroposófico, uma forma de não se entregar à doença e não interromper as atividades que fazia antes de descobrir o tumor. “Comecei a compreender a doença como um estágio da minha vida e aprendi que o câncer está relacionado ao emocional. Ou você muda e começa a melhorar o que está ruim ou seu físico vai continuar chorando”.

Para o médico antroposófico Nilo Gardin, a contextualização da doença é fundamental para um diagnóstico eficiente. “Perguntamos como a pessoa está emocionalmente. Não deixamos somente para o psicólogo, porque algumas doenças são difíceis de tratar sem saber mais sobre o emocional”, explica.

DIETA ANTROPOSÓFICA – A dieta antroposófica é baseada na linha ovolactovegetariana, isto é, considera que derivados de ovos, leite e vegetais são os alimentos necessários para a vida do ser humano. Os produtos podem ser consumidos crus, assados ou cozidos. Frituras são evitadas. É recomendado, também, que sejam ingeridos alimentos saudáveis e frescos, cultivados sob a luz do sol. (**)

As carnes não são proibidas, de acordo com a presidente da Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA), Elaine Marasca (*). “Cada um escolhe o que considera melhor no estágio de desenvolvimento em que se encontra”, explica. Batata, cogumelo e frituras não são aconselhados. Segundo Elaine, a avaliação da comida leva em conta seu princípio ativo e também seu processo de crescimento, sua relação com as outras espécies e a relação harmônica com o ecossistema.

Para pacientes com câncer, os cogumelos, por exemplo, são considerados prejudiciais, pois apresentam um crescimento desordenado e brusco, o que não favorece o tratamento das células cancerígenas, segundo o entendimento da antroposofia.

Copyright © Agência Estado

(*) Nota: Elaine Marasca não é a presidente da ABMA na data deste artigo, e sim da LUAAMA (Liga dos Usuários da Arte Médica Amplicada). A presidente da ABMA é Rita Rahme.

(**) Nota: Não existe “dieta antroposófica”. Na Antroposofia, reconhece-se que essa é uma questão individual; em particular, algumas pessoas podem ser vegetarianas, outras não. O que é recomendado é que os alimentos sejam o mais naturais possível, isto é, com um mínimo de industrialização e de preferência produzidos na agricultura antroposófica, a agricultura biodinâmica, que não emprega produtos químicos.

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