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A verdade sobre os agrotóxicos

Alimentação

cachoeira-agua-vida

Pessoal,

Algumas muitas coisas podem estar acontecendo comigo (será que estou virando xiita?) , mas cheguei à conclusão de que a água bateu, e que tenho que envolver muito mais gente nisso.

Detesto ser ou parecer radical, mas estou com a nítida impressão que agora estão seriamente tentando nos envenenar! Digo agora, pois estão mais firmes no propósito. Portanto, podemos escolher nossas posições e também nos organizarmos.

Abaixo uma argumentação frente à matéria da Veja sobre agrotóxicos. Pelo menos alguém fala!!!

Pessoal, esse assunto é sério! (SEMPRE ACHEI QUE QUANDO A PESSOA CHEGA A FALAR ASSIM , ESTÁ NO AUGE DO SURTO !!)

Tentamos comer do bom e do melhor, usar bons produtos em nossas casas e de higiene pessoal, portanto poderemos cada vez mais privilegiar empresas que importam-se com a HUMANIDADE E SAÚDE DO PLANETA.

Vamos viver vidas coerentes, por favor.

A CAMINHOS DA ROÇA, A PARTIR DE SUA EXPERIÊNCIA E VIVÊNCIA EM AGRICULTURA ORGÂNICA E BIODINÂMICA, CONCORDA INTEGRALMENTE COM O TEXTO ELABORADO PELA “CAMPANHA PERMANENTE CONTRA OS AGROTÓXICOS E PELA VIDA” RESPONDENDO A MATÉRIA DA REVISTA VEJA “A VERDADE SOBRE OS AGROTÓXICOS”

QUEREMOS COMPARTILHAR COM VOCÊ.

É IMPORTANTE!

CINCO ESCLARECIMENTOS SOBRE AGROTÓXICOS, ALIMENTOS ORGÂNICOS E AGROECOLÓGICOS.

27 de janeiro 2012.

Na primeira semana de 2012, veículos da mídia de grande circulação divulgaram informações parciais e incorretas sobre o uso de pesticidas nos alimentos.

Nós, da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, contestamos essas informações e, com base no conhecimento de diversos cientistas, agrônomos, produtores e distribuidores de alimentos orgânicos, aproveitamos essa oportunidade para dialogar com a sociedade e apresentar nossos argumentos a favor dos alimentos sem venenos.

1 – O nome correto é agrotóxico ou pesticida e não “defensivo agrícola”.
Como afirma a engenheira agrônoma Flavia Londres: “A própria legislação sobre a matéria refere-se aos produtos como agrotóxicos.”
E o engenheiro agrônomo Eduardo Ribas Amaral complementa: “Mundialmente o termo utilizado é ‘pesticida’. Não conheço outro país que adote o termo ‘defensivo agrícola”.

2 – O nível de resíduos químicos contido nos alimentos comercializados no Brasil é muito preocupante e requer providências imediatas devido aos sérios impactos que gera na saúde da população.
Voltamos a palavra à engenheira agrônoma Flavia Londres: “A revista se propõe a tranquilizar a população, certamente alarmada pelo conhecimento dos níveis de contaminação da comida que põe à mesa. Os entrevistados na matéria são conhecidos defensores dos venenos agrícolas, alguns dos quais com atuação direta junto a indústrias do ramo. Os limites ‘aceitáveis’ no Brasil são em geral superiores àqueles permitidos na Europa – isso pra não dizer que aqui ainda se usam produtos já proibidos em quase todo o mundo”.
O engenheiro agrônomo Eduardo Ribas Amaral nos traz outra informação igualmente importante: “A matéria induz o leitor a acreditar que não há uso indiscriminado de agrotóxicos no país, quando a realidade é de um grande descontrole na aplicação desses produtos, fato indicado pelo censo do IBGE de 2006 e normalmente constatado a campo por técnicos da extensão rural e por fiscais responsáveis pelo controle do comércio de agrotóxicos”.

3 – Agrotóxicos fazem muito mal à saúde e há estudos científicos importantes que demonstram esse fato.
Com a palavra a Profª Dra. Raquel Rigotto, da faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará: “No Brasil, há mais de mil produtos comerciais de agrotóxicos diferentes, que são elaborados a partir de 450 ingredientes ativos, aproximadamente. Os agrotóxicos têm dois grandes grupos de impactos sobre a saúde. O primeiro é o das intoxicações agudas, aquelas que acontecem logo após a exposição ao agrotóxico, de período curto, mas de concentração elevada. O segundo grande grupo de impactos dos agrotóxicos sobre a saúde é o dos chamados efeitos crônicos, que são muito ampliados. Temos o que se chama de interferentes endócrinos, que é o fato de alguns agrotóxicos conseguirem se comportar como se fossem o hormônio feminino ou masculino dentro do nosso corpo; enganam os receptores das células para que aceitem uma mensagem deles. Com isso, se desencadeia uma série de alterações – inclusive má formação congênita; e hoje está provado que pode ter a ver com esses interferentes endócrinos. Pode ter a ver com os cânceres de tireóide, pois implica no metabolismo. E cada vez temos visto mais câncer de tireóide em jovens. Pode ter a ver com câncer de mama. E também leucemias, nos linfomas. Tem alguns agrotóxicos que já são comprovadamente carcinogênicos.Também existem problemas hepáticos relacionados aos agrotóxicos. A maioria deles é metabolizada no fígado, que é como o laboratório químico do nosso corpo. E há também um grupo importante de alterações neurocomportamentais relacionadas aos agrotóxicos, que vão desde a hiperatividade em crianças até o suicídio.”
De acordo com o relatório final aprovado na subcomissão da Câmara dos Deputados que analisa o impacto dos agrotóxicos no país (criada no âmbito da Comissão de Seguridade Social e Saúde), há realmente uma “forte correlação” entre o aumento da incidência de câncer e o uso desses produtos. O trabalho aponta situações reais observadas em cidades brasileiras. Em Unaí (MG), por exemplo, cidade com alta concentração do agronegócio, há ocorrências de 1.260 novos casos da doença por ano para cada 100 mil habitantes, quando a incidência média mundial encontra-se em 600 casos por 100 mil habitantes no mesmo período.
Como afirma o relator, deputado Padre João (PT-MG), “Diversos estudos científicos indicam estreita associação entre a exposição a agrotóxicos e o surgimento de diferentes tipos de tumores malignos. Eu concluo o relatório não tendo dúvida nenhuma do nexo causal do agrotóxico com uma série de doenças, inclusive o câncer”, sustenta. Fonte: Globo Rural On-line, 30/11/2011.

4 – Não é possível eliminar os agrotóxicos lavando ou descascando os alimentos já que eles se infiltram no interior da planta e na polpa dos alimentos.
A única maneira de ficar livre dos agrotóxicos é consumir alimentos orgânicos e agroecológicos. Não adianta lavar os alimentos contaminados com agrotóxicos com água e sabão ou mergulhá-los em solução de água sanitária ou, mesmo, cozinhá-los. Os resíduos do veneno continuarão presentes e serão ingeridos durante as refeições.
Além disso é importante lembrar que o uso exagerado de agrotóxicos também faz com que estes resíduos estejam presentes nos alimentos já industrializados, portanto, a melhor forma de não consumir alimentos contaminados com agrotóxicos, é eliminar a sua utilização

5 – Os orgânicos não apresentam riscos maiores de intoxicação por bactérias, como a salmonela e a Escherichia coli.
Segundo a engenheira agrônoma Flávia Londres: “Ao contrário dos resíduos de agrotóxicos, esses patógenos– que também ocorrem nos alimentos produzidos com agrotóxicos – podem ser eliminados com a velha e boa lavagem ou com o simples cozimento”.

A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida recomenda o documentário “O Veneno está na Mesa”, de Silvio Tendler, totalmente disponível no site da campanha (www.contraosagrotoxicos.org) bem como todos os materiais disponíveis na página.
Participe você também nos diferentes comitês da campanha organizados nos diversos estados do Brasil, para maiores contatos envie e-mail para contraosagrotoxicos@gmail.com

Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.
Secretaria Operativa Nacional
fone: (11) 3392 2660 / (11) 7181-9737
site: www.contraosagrotoxicos.org

Caminhos da Roça – Produtos Orgânicos.

www.caminhosdaroca.com.br

Carmem Silvia Patriani de Carvalho.

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Continuo afirmando: não se muda de vida se não mudarmos o livro de receitas!!!

Alimentação, Bem Estar

Prato FundoE a vida pode ser tão mais interessante, bonita e apetitosa com alguns cuidados simples e dicas de bons especialistas.

Temos acompanhado o blog do jovem Vitor Hugo, de Londrina (PR), sempre com sugestões simples e criativas.

Fizemos, então, uma coletânea para animar os/as indecisas ou descrentes.  Mais um toque antes de mergulhar nesses prazeres.

Esses dias me encontrei com uma amiga que não via há algum tempo, por causa de minhas viagens nos últimos 45 dias. Fiquei muito surpresa com sua aparência, num domingo pela manhã. Sabe aquele domingão, que você costuma encontrar o pessoal meio com cara de resquício de festa do sábado à noite?

Pois perguntei o que andava fazendo, se tinha ido a um dermatologista, se estava usando ácidos na pele… Tinha emagrecido, cheia de classe, parecia mais disposta e a pele mais luminosa e “justinha” no rosto e pescoço. Adivinhem o que me disse?  Riu feliz da vida: “Só estou seguindo as dicas de alimentos orgânicos e integrais que conversamos!! Vou à feira da Água Branca a cada 15 dias e preparo minha comida!!”

Não se animou? Vou continuar tentando!! Desfrute das sugestões do Vitor Hugo, e não deixe de passar pelo blog ou twitter dele, pois sempre tem coisa legal. Bom proveito!

Como se faz: Iogurte na Garrafa Térmica

Cremosa Abóbora

Descasque Alho em 10 Segundos

Muffin de Banana e Chocolate

Como se faz: Esterilizar Vidros Para Conserva

Ginger Biscuit (Biscoito de Gengibre)

Vegetais Assados (Roasting)

Como se faz: Caldo de Legumes

Risotto de Cogumelos Chanterelle

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Uma medicina voltada para mim!!??

Alimentação, Bem Estar

Sempre cabe um pouquinho mais sobre Antroposofia: para quem não conhece e para quem já  teve bons resultados e  ficou surpreso, curioso. Todos querem saber mais.
Também vale para aqueles que nos procuram por e-mail, pedindo ajuda “para essa ou aquela doença” ou quem no consultório diz:
“Dra., por favor, um remedinho para ele, que começou a ranger os dentes!” ou
“Dra., não tem aí um remedinho para dar um jeito no meu marido?” ou até mesmo,
“Dra., dá um remedinho para ela gostar de mim, vai !? “
Então, para vocês todos, boa leitura!Medicina Antroposófica

Na Medicina Antroposófica não se trata a doença, mas sim o doente

Agência Estado, 25/11/10
Esta é uma cópia fiel de artigo publicado em VEJA Acervo Digital; ver o original
São Paulo, 25 (AE) – Uma gastrite não tem tratamento fechado quando se trata da medicina antroposófica. “Se atendo duas pessoas, uma pode simplesmente ter comido algo que fez mal, mas na outra a doença pode estar relacionada a problemas emocionais. Em uma consulta tradicional elas seriam tratadas da mesma forma”, exemplifica o clínico geral antroposófico Nilo Gardim. Para descobrir tantas particularidades sobre a doença de um paciente, o profissional usa um tempo ampliado de consulta: cerca de uma hora e meia, o suficiente para investigar, além de sinais clínicos, vivências emocionais e espirituais.
Foi em busca de um atendimento mais personalizado para os filhos que o advogado André Gabriel Hatoun Filho, de 39 anos, e a professora Beatriz Tamassia Minozzi, de 34 anos, chegaram à medicina antroposófica. O ponto de partida foi a adenoide do caçula Fábio, de 6 anos. “Queria algo interativo, que respeitasse mais o ser humano, sem a ideia de uma demanda cultural voltada somente para o mundo econômico”, conta Hatoun, que também é pai da menina Naia, de 11 anos.
A linha antroposófica é conhecida no Brasil principalmente por causa da pedagogia Waldorf, seu braço escolar. Agora, também o aspecto médico ganha força no País. Neste ano, a coordenação Nacional de Práticas Integrativas do Ministério da Saúde está cadastrando os pesquisadores brasileiros que atuam com a medicina antroposófica, reconhecida como prática médica desde 1993. Além disso, a Universidade Federal de São Paulo já tem um departamento específico para tratar do assunto: o Núcleo de Medicina Antroposófica (Numa).
Segundo o médico Ricardo Ghelman, um dos coordenadores do Numa, a clínica antroposófica pode ser definida como uma medicina complementar e integrativa de origem humanista. “Trabalhamos o conceito de que o ser humano tem o corpo, a psique e a individualidade. Na medicina tradicional, a individualidade fica para trás”, explica o especialista. “Uma forma integrada que una o humanismo e tecnologia é uma das metas dos profissionais brasileiros. Em países como a Alemanha há grandes hospitais antroposóficos, do tamanho de um Albert Einstein. Esse formato ainda é um sonho no Brasil, mas as pesquisas e o interesse têm aumentado”.
Segundo Ghelman, há antroposóficos em quase todas as especialidades médicas: ginecologia, reumatologia, cardiologia, pneumologia, psiquiatria e oncologia são algumas delas. A Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA), por exemplo, já expediu certificados para cerca de 300 médicos.
“Acreditamos que as doenças partem da nossa visão de mundo e de como está sendo concebida a organização do universo interno”, avalia Elaine Marasca, presidente da ABMA (*). “A gente não trata a doença, mas sim o doente. A doença é entendida como um desvio da condição humana que pode estar em desarmonia”, completa.
Medicamentos especiais – A proposta de uma compreensão do indivíduo de maneira ampla é sustentada por três áreas diferentes: a da individualidade (que consiste na terapia biográfica com a finalidade de promover autoconsciência); a da psique (tratada por psicólogos e também por arteterapeutas) e a área somática (na qual atuam especialistas de várias áreas, tais como nutrição, farmácia, enfermagem).
Os medicamentos são produzidos em farmácias antroposóficas e são obtidos na natureza, a partir de sustâncias minerais, vegetais ou animais. Antibióticos ou outras categorias de medicamentos sintéticos são usados apenas em situações emergenciais, quando o organismo do paciente não dispõe de forças ou de tempo suficiente para promover uma relação de equilíbrio.
O QUE É – Surgida na Europa, a medicina antroposófica foi formulada com base na imagem do homem trazida pela antroposofia (ou ciência espiritual) do filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925). Trata-se de uma linha de pensamento que tem como objetivo promover o autoconhecimento humano integrado com a natureza.
Outras áreas, como a pedagogia Waldorf, a agricultura biodinâmica, a pedagogia curativa e até a economia foram inspiradas pelo conceito formulado por Steiner. A palavra significa conhecimento (sofia) do homem (antro). O desenvolvimento integral do homem é estimulado considerando sua alimentação, moradia e relacionamentos, além da formação intelectual e espiritual.
No campo da medicina, a linha antroposófica não se coloca como ciência alternativa – mas, sim, complementar. Para Steiner, o homem tem quatro corpos, que devem estar em harmonia: o físico, material, e outros três, invisíveis – o corpo vital, astral e o corpo espiritual.
BOM RESULTADO – A consultora Fátima Justo Cortella, de 57 anos, iniciou o tratamento de uma artrose, em 2004, pelos métodos tradicionais – e foi da medicina alopática para a homeopatia sem, porém, conseguir resolver seu problema.
Insatisfeita com os resultados, chegou ao tratamento antroposófico por indicação de uma amiga e foi em uma das consultas que descobriu que tinha câncer de mama. “Fui me tratando e me interessando pela proposta. Comecei a pesquisar sobre a filosofia. Vale como um tratamento contínuo. Você começa a aprender mais sobre você mesmo e não somente a tratar de uma doença”, conta.
Com um tratamento composto por vários profissionais, como oncologistas e clínicos gerais, Fátima encontrou, no acompanhamento antroposófico, uma forma de não se entregar à doença e não interromper as atividades que fazia antes de descobrir o tumor. “Comecei a compreender a doença como um estágio da minha vida e aprendi que o câncer está relacionado ao emocional. Ou você muda e começa a melhorar o que está ruim ou seu físico vai continuar chorando”.
Para o médico antroposófico Nilo Gardin, a contextualização da doença é fundamental para um diagnóstico eficiente. “Perguntamos como a pessoa está emocionalmente. Não deixamos somente para o psicólogo, porque algumas doenças são difíceis de tratar sem saber mais sobre o emocional”, explica.
DIETA ANTROPOSÓFICA – A dieta antroposófica é baseada na linha ovolactovegetariana, isto é, considera que derivados de ovos, leite e vegetais são os alimentos necessários para a vida do ser humano. Os produtos podem ser consumidos crus, assados ou cozidos. Frituras são evitadas. É recomendado, também, que sejam ingeridos alimentos saudáveis e frescos, cultivados sob a luz do sol. (**)
As carnes não são proibidas, de acordo com a presidente da Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA), Elaine Marasca (*). “Cada um escolhe o que considera melhor no estágio de desenvolvimento em que se encontra”, explica. Batata, cogumelo e frituras não são aconselhados. Segundo Elaine, a avaliação da comida leva em conta seu princípio ativo e também seu processo de crescimento, sua relação com as outras espécies e a relação harmônica com o ecossistema.
Para pacientes com câncer, os cogumelos, por exemplo, são considerados prejudiciais, pois apresentam um crescimento desordenado e brusco, o que não favorece o tratamento das células cancerígenas, segundo o entendimento da antroposofia.
Copyright © Agência Estado
(*) Nota do webmaster: Elaine Marasca não é a presidente da ABMA na data deste artigo, e sim da LUAAMA (Liga dos Usuários da Arte Médica Amplicada). A presidente da ABMA é Rita Rahme.
(**) N.W. Não existe “dieta antroposófica”. Na Antroposofia, reconhece-se que essa é uma questão individual; em particular, algumas pessoas podem ser vegetarianas, outras não. O que é recomendado é que os alimentos sejam o mais naturais possível, isto é, com um mínimo de industrialização e de preferência produzidos na agricultura antroposófica, a agricultura biodinâmica, que não emprega produtos químicos.

Agência Estado, 25/11/10

Esta é uma cópia fiel de artigo publicado em VEJA Acervo Digital; ver o original

São Paulo, 25 (AE) – Uma gastrite não tem tratamento fechado quando se trata da medicina antroposófica. “Se atendo duas pessoas, uma pode simplesmente ter comido algo que fez mal, mas na outra a doença pode estar relacionada a problemas emocionais. Em uma consulta tradicional elas seriam tratadas da mesma forma”, exemplifica o clínico geral antroposófico Nilo Gardim. Para descobrir tantas particularidades sobre a doença de um paciente, o profissional usa um tempo ampliado de consulta: cerca de uma hora e meia, o suficiente para investigar, além de sinais clínicos, vivências emocionais e espirituais.

Foi em busca de um atendimento mais personalizado para os filhos que o advogado André Gabriel Hatoun Filho, de 39 anos, e a professora Beatriz Tamassia Minozzi, de 34 anos, chegaram à medicina antroposófica. O ponto de partida foi a adenoide do caçula Fábio, de 6 anos. “Queria algo interativo, que respeitasse mais o ser humano, sem a ideia de uma demanda cultural voltada somente para o mundo econômico”, conta Hatoun, que também é pai da menina Naia, de 11 anos.

A linha antroposófica é conhecida no Brasil principalmente por causa da pedagogia Waldorf, seu braço escolar. Agora, também o aspecto médico ganha força no País. Neste ano, a coordenação Nacional de Práticas Integrativas do Ministério da Saúde está cadastrando os pesquisadores brasileiros que atuam com a medicina antroposófica, reconhecida como prática médica desde 1993. Além disso, a Universidade Federal de São Paulo já tem um departamento específico para tratar do assunto: o Núcleo de Medicina Antroposófica (Numa).

Segundo o médico Ricardo Ghelman, um dos coordenadores do Numa, a clínica antroposófica pode ser definida como uma medicina complementar e integrativa de origem humanista. “Trabalhamos o conceito de que o ser humano tem o corpo, a psique e a individualidade. Na medicina tradicional, a individualidade fica para trás”, explica o especialista. “Uma forma integrada que una o humanismo e tecnologia é uma das metas dos profissionais brasileiros. Em países como a Alemanha há grandes hospitais antroposóficos, do tamanho de um Albert Einstein. Esse formato ainda é um sonho no Brasil, mas as pesquisas e o interesse têm aumentado”.

Segundo Ghelman, há antroposóficos em quase todas as especialidades médicas: ginecologia, reumatologia, cardiologia, pneumologia, psiquiatria e oncologia são algumas delas. A Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA), por exemplo, já expediu certificados para cerca de 300 médicos.

“Acreditamos que as doenças partem da nossa visão de mundo e de como está sendo concebida a organização do universo interno”, avalia Elaine Marasca, presidente da ABMA (*). “A gente não trata a doença, mas sim o doente. A doença é entendida como um desvio da condição humana que pode estar em desarmonia”, completa.

Medicamentos especiais – A proposta de uma compreensão do indivíduo de maneira ampla é sustentada por três áreas diferentes: a da individualidade (que consiste na terapia biográfica com a finalidade de promover autoconsciência); a da psique (tratada por psicólogos e também por arteterapeutas) e a área somática (na qual atuam especialistas de várias áreas, tais como nutrição, farmácia, enfermagem).

Os medicamentos são produzidos em farmácias antroposóficas e são obtidos na natureza, a partir de sustâncias minerais, vegetais ou animais. Antibióticos ou outras categorias de medicamentos sintéticos são usados apenas em situações emergenciais, quando o organismo do paciente não dispõe de forças ou de tempo suficiente para promover uma relação de equilíbrio.

O QUE É – Surgida na Europa, a medicina antroposófica foi formulada com base na imagem do homem trazida pela antroposofia (ou ciência espiritual) do filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925). Trata-se de uma linha de pensamento que tem como objetivo promover o autoconhecimento humano integrado com a natureza.

Outras áreas, como a pedagogia Waldorf, a agricultura biodinâmica, a pedagogia curativa e até a economia foram inspiradas pelo conceito formulado por Steiner. A palavra significa conhecimento (sofia) do homem (antro). O desenvolvimento integral do homem é estimulado considerando sua alimentação, moradia e relacionamentos, além da formação intelectual e espiritual.

No campo da medicina, a linha antroposófica não se coloca como ciência alternativa – mas, sim, complementar. Para Steiner, o homem tem quatro corpos, que devem estar em harmonia: o físico, material, e outros três, invisíveis – o corpo vital, astral e o corpo espiritual.

BOM RESULTADO – A consultora Fátima Justo Cortella, de 57 anos, iniciou o tratamento de uma artrose, em 2004, pelos métodos tradicionais – e foi da medicina alopática para a homeopatia sem, porém, conseguir resolver seu problema.

Insatisfeita com os resultados, chegou ao tratamento antroposófico por indicação de uma amiga e foi em uma das consultas que descobriu que tinha câncer de mama. “Fui me tratando e me interessando pela proposta. Comecei a pesquisar sobre a filosofia. Vale como um tratamento contínuo. Você começa a aprender mais sobre você mesmo e não somente a tratar de uma doença”, conta.

Com um tratamento composto por vários profissionais, como oncologistas e clínicos gerais, Fátima encontrou, no acompanhamento antroposófico, uma forma de não se entregar à doença e não interromper as atividades que fazia antes de descobrir o tumor. “Comecei a compreender a doença como um estágio da minha vida e aprendi que o câncer está relacionado ao emocional. Ou você muda e começa a melhorar o que está ruim ou seu físico vai continuar chorando”.

Para o médico antroposófico Nilo Gardin, a contextualização da doença é fundamental para um diagnóstico eficiente. “Perguntamos como a pessoa está emocionalmente. Não deixamos somente para o psicólogo, porque algumas doenças são difíceis de tratar sem saber mais sobre o emocional”, explica.

DIETA ANTROPOSÓFICA – A dieta antroposófica é baseada na linha ovolactovegetariana, isto é, considera que derivados de ovos, leite e vegetais são os alimentos necessários para a vida do ser humano. Os produtos podem ser consumidos crus, assados ou cozidos. Frituras são evitadas. É recomendado, também, que sejam ingeridos alimentos saudáveis e frescos, cultivados sob a luz do sol. (**)

As carnes não são proibidas, de acordo com a presidente da Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA), Elaine Marasca (*). “Cada um escolhe o que considera melhor no estágio de desenvolvimento em que se encontra”, explica. Batata, cogumelo e frituras não são aconselhados. Segundo Elaine, a avaliação da comida leva em conta seu princípio ativo e também seu processo de crescimento, sua relação com as outras espécies e a relação harmônica com o ecossistema.

Para pacientes com câncer, os cogumelos, por exemplo, são considerados prejudiciais, pois apresentam um crescimento desordenado e brusco, o que não favorece o tratamento das células cancerígenas, segundo o entendimento da antroposofia.

Copyright © Agência Estado

(*) Nota: Elaine Marasca não é a presidente da ABMA na data deste artigo, e sim da LUAAMA (Liga dos Usuários da Arte Médica Amplicada). A presidente da ABMA é Rita Rahme.

(**) Nota: Não existe “dieta antroposófica”. Na Antroposofia, reconhece-se que essa é uma questão individual; em particular, algumas pessoas podem ser vegetarianas, outras não. O que é recomendado é que os alimentos sejam o mais naturais possível, isto é, com um mínimo de industrialização e de preferência produzidos na agricultura antroposófica, a agricultura biodinâmica, que não emprega produtos químicos.

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Nova geração de crianças no mercado

Alimentação, Bebês, Saúde Infantil, Sem categoria

Adoro trabalhar com crianças, não perco a paciência e jamais me sinto entediada!! Tudo é desafio, tudo encantamento e prazer!! Não tenho depressão por voltar a trabalhar às segunda –feiras e me divirto sempre.

Só me tiram do sério pais que agendam horários, confirmam e não aparecem. Ou que esquecem que São Paulo tem trânsito complicado, e que por sua postura, atrapalham a vida de outros pacientes.

Isso para dizer que o que segue, não é uma reclamação ou desabafo. Só gostaria que constatassem uma realidade que vive calada, entre 4 paredes.

Sucos e leite de soja

Tenho recebido uma “geração” de “crianças sucos de soja”.

E como são elas?

*Não comem nada além de tomar suco/leite (???!!!???) de soja;

*Antes, comiam de tudo, agora só suco na mamadeira ou no copo;

*São bebês, abaixo de três anos ou com mais,  cinco, seis anos;

*São irritadiços, agitados, temperamentais, autoritários;

*Fazem manha, gritam e expressam-se fazendo caretas, caras de bravo, mal sabem falar e dizem “não” o tempo todo;

*Não suportam serem contrariados;

*Quando fazem toda essa confusão, as mães, sem incentivo ou  alguém que as acolha em suas questões,  “fingem que não escutam”;

*São crianças que foram na maioria amamentadas até depois de 1 ano e meio de idade e muitos ficam “chupetando “os seios de suas mães até em torno dos 3 anos de idade;

*Quem observa mais atentamente, percebe uma criança que parece estar usando uma roupa muito apertada: mal estar geral;

*Além da agitação que impera, fazem cara de poucos amigos: não cumprimentam ninguém, não sorriem, parecem ter prazer em parecerem bravos;

*São manipuladores;

*Apesar da pouca idade adoram jogos eletrônicos.

E o que vejo por trás desse quadro?

Crianças que estão pedindo socorro, que desejam sentirem-se amadas, através do posicionamento claro de seus pais, dos cuidados com alimentação rica e variada, com brincadeiras adequadas à idade e condição humana, com ritmo geral de vida,  olhares firmes, posturas coerentes entre  pais e avós, muita alegria, muito amor no ar!!

Quando eu “pego pesado” e digo firme que não gosto de crianças que comem dedo de dentista, eles ficam surpresos , não esperam que alguém  seja tão objetivo com eles. E ficam bem quietinhos, na expectativa do que vem a seguir, pois certamente, o mesmo papo furado que usam para impressionar, não caberá desta vez! E então se mostram muito frágeis e carentes!!! O que os pais mal podem acreditar. São na maioria de imediato, ou depois de algum tempo, uns gatinhos. Carinhosos, enroscados,  gostam de agradar, de serem elogiados, de ganharem medalha. Uma delícia !!

Por isso tudo, escrevi também um artigo sobre determinação.

Para pensar: a criança manifesta-se de acordo com o ambiente gerado e atitudes dos adultos.

Depois disso que você leu, perdeu a inocência. Portanto, é claro que os pais não querem errar e só percebem o erro depois que cometeram. Mas AGORA, CHEGA DE PAPO E AÇÃO!!!

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